CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Assinale a alternativa que indica o agente viral mais comumente envolvido na cistite hemorrágica aguda.
Adenovírus = Agente viral mais comum da cistite hemorrágica aguda, especialmente em crianças.
A cistite hemorrágica aguda é frequentemente causada por infecções virais, sendo o Adenovírus o agente etiológico mais comum, especialmente nos sorotipos 11 e 21. É mais prevalente em crianças e pacientes imunocomprometidos, manifestando-se com hematúria macroscópica, disúria e polaciúria.
A cistite hemorrágica aguda é uma condição inflamatória da bexiga caracterizada pela presença de hematúria macroscópica, acompanhada de sintomas irritativos urinários como disúria, polaciúria e urgência. Embora possa ter diversas etiologias, incluindo bacterianas, medicamentosas (ex: ciclofosfamida) e radioterapia, as infecções virais são uma causa significativa, especialmente em populações específicas. Entre os agentes virais, o Adenovírus é o mais comumente implicado na cistite hemorrágica aguda, particularmente os sorotipos 11 e 21. Esta infecção é mais frequentemente observada em crianças em idade escolar e em pacientes imunocomprometidos, como aqueles submetidos a transplante de medula óssea. Outros vírus, como o poliomavírus BK, também podem causar cistite hemorrágica, especialmente em transplantados renais, mas o Adenovírus é o mais prevalente na população geral infantil. O diagnóstico da cistite hemorrágica por Adenovírus é primariamente clínico, com a urocultura bacteriana geralmente resultando negativa. A detecção do vírus pode ser feita por PCR na urina, se necessário. O tratamento é predominantemente de suporte, focando no alívio dos sintomas, hidratação adequada e repouso, uma vez que a infecção é autolimitada na maioria dos casos. É importante diferenciar de outras causas de hematúria para garantir o manejo correto.
O Adenovírus é o agente viral mais comumente envolvido na cistite hemorrágica aguda, especialmente os sorotipos 11 e 21, sendo uma causa frequente em crianças e pacientes imunocomprometidos.
Os sintomas incluem hematúria macroscópica (sangue visível na urina), disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária) e urgência miccional, geralmente com início súbito.
O diagnóstico é clínico, com suporte laboratorial por urocultura negativa para bactérias e, se necessário, detecção viral. O tratamento é geralmente de suporte, com hidratação e analgésicos, pois a infecção é autolimitada na maioria dos casos.
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