PSU-ES - Processo Seletivo Unificado do Espírito Santo — Prova 2025
No que se refere ao principal sintoma de cistite enfisematosa, assinale a alternativa CORRETA:
Cistite enfisematosa → dor abdominal ou suprapúbica é o principal sintoma, mais do que sintomas irritativos clássicos.
A cistite enfisematosa é uma infecção rara e grave da bexiga, caracterizada pela produção de gás na parede vesical ou lúmen. Embora sintomas irritativos urinários possam estar presentes, a dor abdominal ou suprapúbica é frequentemente o sintoma predominante e mais grave, refletindo a inflamação e distensão da bexiga.
A cistite enfisematosa é uma forma rara e grave de infecção do trato urinário inferior, caracterizada pela presença de gás na parede da bexiga e/ou no lúmen. Embora incomum, é uma condição potencialmente fatal se não for diagnosticada e tratada precocemente. A maioria dos casos está associada a pacientes com diabetes mellitus mal controlado (cerca de 60-70%), obstrução do trato urinário ou imunossupressão. A fisiopatologia envolve a fermentação de glicose por bactérias produtoras de gás (mais comumente Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae) no ambiente da bexiga. A presença de glicose na urina (glicosúria) em diabéticos fornece o substrato para essa fermentação. Os sintomas podem ser inespecíficos, mas a dor abdominal ou suprapúbica é frequentemente o sintoma mais proeminente e grave, distinguindo-a de uma cistite não complicada. Outros sintomas incluem febre, náuseas, vômitos e, ocasionalmente, pneumatúria. O diagnóstico é confirmado por exames de imagem, como radiografia simples, ultrassonografia ou tomografia computadorizada, que revelam a presença de gás. O tratamento consiste em antibioticoterapia sistêmica agressiva, geralmente com cobertura para gram-negativos, e controle rigoroso dos fatores predisponentes, especialmente a glicemia. Em casos de obstrução ou formação de abscessos, intervenção cirúrgica pode ser necessária.
Cistite enfisematosa é uma infecção rara e grave da bexiga caracterizada pela presença de gás na parede vesical ou lúmen. Os principais fatores de risco incluem diabetes mellitus mal controlado, obstrução do trato urinário e imunossupressão, sendo o diabetes o mais comum.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela presença de dor abdominal e sintomas urinários em pacientes de risco, e confirmado por exames de imagem como radiografia simples, ultrassonografia ou tomografia computadorizada (TC) do abdome, que evidenciam a presença de gás na bexiga.
O tratamento envolve antibioticoterapia de amplo espectro, muitas vezes intravenosa, para cobrir os patógenos produtores de gás (como E. coli, Klebsiella). O controle de fatores predisponentes, como a glicemia em diabéticos, e a drenagem de obstruções urinárias são cruciais. Em casos graves, pode ser necessária intervenção cirúrgica.
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