UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Mulher de 30 anos comparece à consulta em unidade básica de saúde devido a disúria, poliúria e nictúria. Nega febre ou outros sintomas. É sexualmente ativa e nunca apresentou episódios semelhantes. Nega corrimento vaginal. O exame físico é completamente normal, exceto por dor à palpação profunda em hipogástrio, com manobra de descompressão brusca negativa. Sinal de giordano negativo. A conduta apropriada para o caso é a prescrição de
Cistite aguda não complicada → SMX/TMP 800/160mg 12/12h por 3 dias é conduta padrão.
A cistite aguda não complicada em mulheres jovens é uma condição comum, caracterizada por sintomas urinários baixos sem sinais de infecção sistêmica ou complicação. O tratamento empírico com SMX/TMP por 3 dias é altamente eficaz e recomendado, sendo crucial a dosagem correta para otimizar a resposta terapêutica e minimizar a resistência.
A cistite aguda não complicada é uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres, afetando milhões anualmente. É definida pela presença de sintomas de infecção do trato urinário baixo em mulheres não grávidas, sem anormalidades anatômicas ou funcionais do trato urinário e sem comorbidades significativas. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são cruciais para aliviar os sintomas e prevenir complicações como a pielonefrite. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado nos sintomas característicos. Exames complementares como urocultura são geralmente reservados para casos atípicos, recorrentes ou com falha terapêutica. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da flora periuretral (principalmente Escherichia coli) para a bexiga. A dor à palpação profunda em hipogástrio é um achado comum, enquanto a ausência de febre e sinal de Giordano negativo afastam pielonefrite. O tratamento empírico com antibióticos de curta duração é a conduta padrão. Sulfametoxazol + trimetoprim (SMX/TMP) na dose de 800/160mg duas vezes ao dia por 3 dias é uma opção eficaz e amplamente utilizada. Outras opções incluem nitrofurantoína e fosfomicina. É fundamental que residentes dominem a escolha do antibiótico, a dosagem e a duração do tratamento para garantir a resolução da infecção e evitar a emergência de resistência bacteriana.
Os sintomas clássicos incluem disúria (dor ao urinar), poliúria (aumento da frequência urinária), nictúria (micção noturna frequente) e urgência miccional. Geralmente, não há febre, dor lombar ou corrimento vaginal associado.
A primeira linha de tratamento inclui antibióticos como sulfametoxazol + trimetoprim (SMX/TMP), nitrofurantoína ou fosfomicina. A escolha depende da prevalência de resistência local e da tolerância do paciente.
A duração curta (geralmente 3 dias para SMX/TMP e nitrofurantoína, dose única para fosfomicina) é eficaz porque a infecção está restrita à bexiga. Tratamentos mais longos não aumentam a eficácia e podem contribuir para a resistência antimicrobiana e efeitos adversos.
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