Cistite Aguda: Diagnóstico e Tratamento Empírico em Mulheres

UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2020

Enunciado

Mulher de 27 anos, hígida, comparece para consulta na Unidade Básica de saúde com queixa de disúria, polaciúria e dor suprapúbica desde o dia anterior. Nega corrimento, febre ou dor lombar. Diga qual o diagnóstico e o exame complementar necessário para iniciar tratamento:

Alternativas

  1. A) Uretrite, urocultura.
  2. B) Vaginose, não é necessário exame complementar.
  3. C) Cistite, urocultura.
  4. D) Cistite, exame de sercreção vaginal.
  5. E) Cistite, não é necessário exame complementar.

Pérola Clínica

Cistite não complicada em mulher hígida → diagnóstico clínico, tratamento empírico sem urocultura.

Resumo-Chave

Os sintomas clássicos (disúria, polaciúria, dor suprapúbica) em uma mulher jovem e hígida, sem sinais de complicação (febre, dor lombar, corrimento), são suficientes para o diagnóstico clínico de cistite aguda não complicada e para iniciar o tratamento empírico, sem necessidade de urocultura inicial.

Contexto Educacional

A cistite aguda é uma infecção do trato urinário inferior extremamente comum em mulheres, especialmente em idade fértil. Caracteriza-se por uma síndrome clínica de disúria, polaciúria, urgência miccional e dor suprapúbica. A etiologia mais frequente é a infecção bacteriana ascendente, sendo a *Escherichia coli* o patógeno mais comum. A importância clínica reside no desconforto significativo que causa e na necessidade de tratamento adequado para evitar progressão para infecções mais graves, como a pielonefrite. O diagnóstico da cistite aguda não complicada em mulheres jovens e hígidas é primariamente clínico. A presença dos sintomas clássicos na ausência de febre, dor lombar, corrimento vaginal ou outros sinais de complicação (como gravidez, diabetes, imunossupressão) é suficiente para iniciar o tratamento. Exames complementares como urocultura ou exame de urina tipo 1 não são rotineiramente necessários para o diagnóstico inicial e tratamento empírico nesses casos. O tratamento da cistite aguda não complicada é empírico, com antibióticos de curta duração. As opções incluem nitrofurantoína, fosfomicina e sulfametoxazol-trimetoprim, escolhidos com base em padrões de resistência locais e tolerância do paciente. Para residentes, é fundamental reconhecer a apresentação típica para evitar exames desnecessários, otimizar o tempo de consulta e iniciar o tratamento prontamente, melhorando o conforto da paciente e prevenindo complicações.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da cistite aguda?

Os sintomas clássicos da cistite aguda incluem disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), urgência miccional e dor suprapúbica. Pode haver também hematúria macroscópica.

Quando a urocultura é indicada na suspeita de cistite?

A urocultura não é rotineiramente indicada para cistite aguda não complicada em mulheres jovens e hígidas. Ela deve ser solicitada em casos de falha terapêutica, sintomas atípicos, suspeita de pielonefrite, gestantes, homens, crianças ou pacientes com comorbidades.

Qual o tratamento empírico para cistite não complicada?

O tratamento empírico para cistite não complicada geralmente envolve antibióticos de curta duração, como nitrofurantoína, fosfomicina ou sulfametoxazol-trimetoprim, conforme a sensibilidade local e diretrizes.

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