SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2025
Uma mulher de 35 anos apresenta queixas de disúria, aumento da frequência urinária e dor suprapúbica. O exame de urina revela presença de leucócitos, nitritos positivos e uma urocultura confirma a presença de Escherichia coli sensível nitrofuranato de sódio. Qual é a melhor opção de tratamento empírico para essa paciente, considerando a infecção urinária não complicada?
Cistite não complicada → Nitrofurantoína 100mg 6/6h por 5 dias ou Fosfomicina dose única.
A nitrofurantoína é droga de primeira linha para cistite não complicada devido à alta sensibilidade da E. coli e baixa resistência sistêmica, com excelente concentração urinária.
A cistite aguda é uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres em idade fértil, sendo a Escherichia coli o patógeno predominante em mais de 80% dos casos. O tratamento visa o alívio rápido dos sintomas e a prevenção de complicações ascendentes. A escolha do antibiótico deve considerar o perfil de resistência local, custo e segurança do paciente. Atualmente, a nitrofurantoína e a fosfomicina são as escolhas preferenciais devido à manutenção de baixas taxas de resistência da E. coli a esses agentes. A ciprofloxacina, embora eficaz, foi rebaixada para segunda linha em infecções não complicadas por agências reguladoras devido ao seu perfil de toxicidade.
Quinolonas como a ciprofloxacina devem ser reservadas para casos de pielonefrite ou infecções complicadas. O uso indiscriminado em cistites simples favorece a resistência bacteriana e expõe o paciente a riscos desnecessários de tendinopatias e alterações do sistema nervoso central. Diretrizes atuais priorizam nitrofurantoína ou fosfomicina.
Para cistite não complicada em mulheres, o esquema padrão de nitrofurantoína (macro-cristais) é de 100mg a cada 6 horas por 5 dias. Diferente da fosfomicina (dose única) ou do SMX-TMP (3 dias), a nitrofurantoína exige esse tempo mínimo para garantir a erradicação bacteriana eficaz no lúmen vesical.
Em mulheres jovens com sintomas típicos de cistite não complicada, o diagnóstico é clínico e a urocultura é opcional. Deve ser solicitada se houver falha terapêutica, recorrência (2 episódios em 6 meses), sintomas atípicos, gravidez ou suspeita clínica de pielonefrite.
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