SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2015
Gabriela vem à consulta médica ao retornar de sua viagem de lua de mel. Relata que há dois dias começou a urinar com frequência e desde ontem tem que ir com muita pressa urinar e apresenta ardência à micção. Nega febre, mal-estar, corrimento vaginal ou dor lombar. Qual a abordagem que considera mais adequada?
Cistite aguda não complicada (sintomas típicos, sem febre/dor lombar) → Tratamento empírico imediato (ex: Nitrofurantoína 3 dias).
Em mulheres com sintomas clássicos de cistite aguda (disúria, polaciúria, urgência) e sem sinais de complicação (febre, dor lombar, corrimento vaginal), o diagnóstico é clínico. O tratamento empírico com um antibiótico de curta duração, como a nitrofurantoína por três dias, deve ser iniciado prontamente para alívio dos sintomas, sem a necessidade de exames laboratoriais prévios.
A infecção do trato urinário (ITU) é uma das infecções bacterianas mais comuns em mulheres, e a cistite aguda não complicada representa a maioria desses casos. Para residentes, é fundamental dominar a abordagem diagnóstica e terapêutica, que frequentemente é clínica e empírica. A cistite aguda não complicada é caracterizada por sintomas de disúria, polaciúria e urgência miccional, sem sinais de infecção sistêmica (como febre ou mal-estar) ou envolvimento do trato urinário superior (como dor lombar), e na ausência de fatores de risco que compliquem a infecção. O diagnóstico da cistite aguda não complicada é primariamente clínico. A história e o exame físico são geralmente suficientes para estabelecer a suspeita. Em mulheres jovens e saudáveis com sintomas típicos, a realização de exames laboratoriais como parcial de urina e urocultura antes do início do tratamento não é rotineiramente necessária, pois atrasaria o alívio dos sintomas e raramente alteraria a conduta inicial. A coleta de urina para cultura pode ser considerada em casos atípicos, falha terapêutica ou recorrência. A abordagem mais adequada é iniciar o tratamento empírico com um antibiótico de curta duração, visando os patógenos mais comuns (principalmente Escherichia coli). A nitrofurantoína por três dias é uma excelente opção de primeira linha, com boa eficácia e baixo risco de resistência. Outras opções incluem fosfomicina em dose única ou sulfametoxazol-trimetoprim por três dias, dependendo do perfil de resistência local. A rápida instituição do tratamento proporciona alívio sintomático e previne a progressão para quadros mais graves, sendo uma prática essencial na atenção primária e na emergência.
Os sintomas clássicos incluem disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), urgência miccional e, por vezes, dor suprapúbica. A ausência de febre, dor lombar ou corrimento vaginal sugere um quadro não complicado.
O tratamento empírico é indicado devido à alta probabilidade de diagnóstico clínico em mulheres com sintomas típicos e à necessidade de alívio rápido dos sintomas. A espera por resultados de urocultura atrasaria o tratamento e não alteraria a escolha inicial do antibiótico na maioria dos casos.
Antibióticos de primeira linha incluem nitrofurantoína (por 3-5 dias), fosfomicina (dose única) e sulfametoxazol-trimetoprim (por 3 dias), dependendo da prevalência de resistência local. A escolha deve considerar o perfil de sensibilidade da comunidade e as características da paciente.
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