UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 22 anos, sexo feminino, comparece ao consultório queixando de disúria, polaciúria e dor em baixo ventre há um dia. Nega febre, dor lombar ou outras queixas. Nesse caso, é necessário:
Mulher jovem com disúria, polaciúria e dor suprapúbica (sem febre/dor lombar) = Cistite aguda → Tratamento empírico.
Em mulheres jovens com sintomas clássicos de cistite aguda não complicada (disúria, polaciúria, dor suprapúbica) e ausência de sinais de pielonefrite (febre, dor lombar), o tratamento empírico com antibióticos é a conduta mais indicada, sem necessidade de exames complementares iniciais.
A cistite aguda não complicada é uma infecção bacteriana do trato urinário inferior, comum em mulheres jovens e sexualmente ativas. É caracterizada por sintomas como disúria, polaciúria, urgência miccional e dor suprapúbica, sem evidência de febre, dor lombar, náuseas, vômitos ou outros sinais de infecção do trato urinário superior ou sistêmica. A fisiopatologia envolve a ascensão de bactérias da flora perineal (mais comumente *Escherichia coli*) pela uretra até a bexiga. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na presença dos sintomas típicos em uma paciente com fatores de risco. A realização de exames complementares, como sumário de urina ou urocultura, não é necessária para o início do tratamento na maioria dos casos de cistite não complicada. O tratamento é empírico com antibióticos de curta duração, visando erradicar a bactéria e aliviar os sintomas. As opções incluem nitrofurantoína, fosfomicina ou sulfametoxazol-trimetoprim, escolhidas com base em padrões de resistência locais e tolerância do paciente. É fundamental diferenciar a cistite não complicada de condições mais graves, como pielonefrite, que exigem uma abordagem diagnóstica e terapêutica mais intensiva.
Os sintomas clássicos incluem disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária), urgência miccional e dor suprapúbica (em baixo ventre). A ausência de febre e dor lombar é crucial para caracterizá-la como não complicada.
Em mulheres jovens com sintomas clássicos de cistite não complicada, exames de urina não são rotineiramente necessários. São indicados em casos atípicos, falha terapêutica, recorrência, gravidez, homens, crianças ou suspeita de pielonefrite.
As opções incluem nitrofurantoína (5-7 dias), fosfomicina (dose única) ou sulfametoxazol-trimetoprim (3 dias), dependendo da prevalência de resistência local e histórico do paciente.
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