Cistite Aguda Não Complicada: Diagnóstico e Tratamento na APS

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2020

Enunciado

Viviane, 25 anos, está há dois dias com disúria, polaciúria e urgência miccional. Não apresenta outras queixas associadas ou problemas de saúde prévios, negando sintomas vaginais. Não está grávida. Ao exame, a punho-percussão lombar é negativa. Ao atendê-la na Unidade de Saúde da Família, deve-se:

Alternativas

  1. A) Solicitar a urocultura considerando que o exame é fundamental para definir o diagnóstico e tratamento.
  2. B) Diagnosticar clinicamente cistite tendo como uma boa escolha o tratamento com nitrofurantoína.
  3. C) Iniciar empiricamente o tratamento com uma fluorquinolona considerando que é a medicação mais resolutiva.
  4. D) Indicar o rastreamento anual de bacteriúria assintomática através do exame qualitativo da urina.

Pérola Clínica

Cistite não complicada: Diagnóstico clínico e tratamento empírico com nitrofurantoína ou fosfomicina.

Resumo-Chave

Em mulheres jovens com sintomas clássicos de cistite aguda não complicada (disúria, polaciúria, urgência miccional) e sem sinais de pielonefrite, o diagnóstico é clínico. O tratamento empírico com antibióticos de espectro mais restrito, como nitrofurantoína ou fosfomicina, é a conduta inicial recomendada, evitando o uso indiscriminado de fluoroquinolonas.

Contexto Educacional

A cistite aguda não complicada é uma infecção do trato urinário (ITU) comum, especialmente em mulheres jovens e sexualmente ativas. É caracterizada por sintomas como disúria (dor ao urinar), polaciúria (aumento da frequência urinária) e urgência miccional, sem febre, dor lombar ou outros sinais de acometimento do trato urinário superior ou sistêmico. O diagnóstico é predominantemente clínico, baseado na história e exame físico, sem a necessidade de exames complementares na maioria dos casos. Na Unidade de Saúde da Família (USF), a abordagem da cistite não complicada deve ser prática e eficaz. O tratamento empírico com antibióticos é a conduta de escolha, visando aliviar os sintomas e erradicar a infecção. As opções de primeira linha incluem nitrofurantoína (geralmente por 5-7 dias), fosfomicina (dose única) ou sulfametoxazol-trimetoprim (por 3 dias), dependendo da prevalência de resistência antimicrobiana na comunidade. É crucial evitar o uso indiscriminado de fluoroquinolonas, que devem ser reservadas para casos de pielonefrite, infecções complicadas ou quando outras opções não são viáveis, a fim de preservar sua eficácia e minimizar o desenvolvimento de resistência. A urocultura não é rotineiramente indicada para cistite não complicada, sendo reservada para situações específicas como falha terapêutica, gestação ou suspeita de pielonefrite.

Perguntas Frequentes

Quando a urocultura é indicada para infecções do trato urinário?

A urocultura não é indicada rotineiramente para cistite aguda não complicada. Ela deve ser solicitada em casos de falha do tratamento empírico, suspeita de pielonefrite, gestantes, pacientes com infecção urinária complicada, ou quando há dúvida diagnóstica.

Quais são as opções de tratamento empírico para cistite aguda não complicada?

As opções de tratamento empírico de primeira linha para cistite aguda não complicada incluem nitrofurantoína (por 5-7 dias), fosfomicina (dose única) e sulfametoxazol-trimetoprim (por 3 dias), considerando o perfil de resistência local.

Por que evitar fluoroquinolonas no tratamento inicial da cistite não complicada?

As fluoroquinolonas devem ser evitadas como primeira escolha na cistite não complicada devido ao risco de resistência bacteriana e efeitos adversos. Elas são reservadas para infecções mais graves ou complicadas, ou quando outras opções não são adequadas.

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