Cistite Aguda na Gravidez: Diagnóstico e Tratamento Seguro

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024

Enunciado

Paciente sexo feminino, 32 anos, gestante, G2P1C0A0, idade gestacional de 32 semanas e 4 dias, vem em rotina pré-natal referindo início há 4 dias de ardência miccional, disúria e polaciúria. Nega febre, porém, referiu urina mais escurecida. Não fez uso de medicações. Já teve quadro anterior em primeiro trimestre. Refere que sente movimentos fetais, nega sangramentos. Nega corrimento. Ao exame físico: PA 100/60 mmHg, apresentação transversa, altura uterina 29cm, BCF 144bpm, movimentos fetais presentes. Giordano negativo. Analisando o caso clínico, qual provável diagnóstico e tratamento?

Alternativas

  1. A) Cistite aguda – nitrofurantoína.
  2. B) Pielonefrite – ciprofloxacino.
  3. C) Bacteriúria assintomática – cefalexina.
  4. D) Candidíase – miconazol.

Pérola Clínica

Gestante com disúria/polaciúria sem febre/dor lombar → Cistite aguda. Tratamento: Nitrofurantoína ou Cefalexina.

Resumo-Chave

A paciente apresenta sintomas clássicos de cistite aguda (disúria, polaciúria) sem sinais de pielonefrite (febre, dor lombar, Giordano negativo). Em gestantes, a infecção urinária deve ser tratada prontamente para evitar complicações. A nitrofurantoína é uma opção segura e eficaz, especialmente no segundo e terceiro trimestres.

Contexto Educacional

As infecções do trato urinário (ITU) são as complicações médicas mais comuns na gravidez, afetando cerca de 10% das gestantes. A cistite aguda, caracterizada por sintomas de irritação vesical sem sinais sistêmicos, é uma apresentação frequente e exige tratamento imediato devido aos riscos materno-fetais. A fisiopatologia da ITU na gravidez é influenciada por alterações anatômicas e hormonais, como a dilatação do trato urinário e a diminuição do tônus ureteral, que favorecem a estase urinária e o refluxo. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas, e confirmado por urocultura. A ausência de febre e dor lombar diferencia a cistite da pielonefrite. O tratamento da cistite aguda em gestantes é crucial para prevenir a progressão para pielonefrite, que é uma condição mais grave. Antibióticos como nitrofurantoína (com cautela no terceiro trimestre e no termo), cefalexina e amoxicilina são considerados seguros e eficazes. O acompanhamento com urocultura de controle é recomendado para garantir a erradicação da infecção.

Perguntas Frequentes

Quais os sintomas de cistite aguda em gestantes?

Os sintomas incluem disúria (ardência ao urinar), polaciúria (aumento da frequência miccional), urgência miccional e, por vezes, urina turva ou com odor forte. Febre e dor lombar são incomuns.

Qual o tratamento de escolha para cistite aguda na gravidez?

As opções de tratamento de escolha incluem nitrofurantoína (evitar no termo final da gestação), cefalexina, amoxicilina ou fosfomicina, por períodos curtos, geralmente 3 a 7 dias.

Por que é importante tratar a cistite em gestantes?

A infecção do trato urinário na gravidez, mesmo a cistite, aumenta o risco de pielonefrite, parto prematuro, baixo peso ao nascer e outras complicações materno-fetais se não for tratada adequadamente.

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