IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2025
Na cirurgia de Whipple (pancreatoduodenectomia), quais estruturas são comumente removidas?
Cirurgia de Whipple = cabeça do pâncreas, duodeno, vesícula biliar, antro gástrico.
A cirurgia de Whipple é um procedimento complexo para tumores na cabeça do pâncreas, ampola de Vater, duodeno ou colédoco distal. Envolve a remoção dessas estruturas e a reconstrução do trato gastrointestinal para restaurar a continuidade digestiva.
A cirurgia de Whipple, ou pancreatoduodenectomia, é um dos procedimentos cirúrgicos abdominais mais complexos, realizada principalmente para tratar tumores malignos localizados na cabeça do pâncreas, na ampola de Vater, no duodeno periampular ou no colédoco distal. Sua importância reside na potencial cura para essas neoplasias, que, de outra forma, teriam prognóstico sombrio. Anatomicamente, a cirurgia envolve a ressecção em bloco da cabeça do pâncreas, de todo o duodeno (primeira, segunda, terceira e quarta porções), da vesícula biliar, de parte do colédoco e, na técnica clássica, do antro gástrico. Após a remoção, é realizada uma reconstrução complexa para restabelecer a continuidade do trato gastrointestinal, geralmente com anastomoses pancreatojejunal, coledocojejunal e gastrojejunal. Devido à sua complexidade e à morbimortalidade associada, a cirurgia de Whipple é realizada em centros especializados. O manejo pós-operatório exige atenção rigorosa para identificar e tratar complicações como fístula pancreática, atraso no esvaziamento gástrico e sangramento. A compreensão detalhada da anatomia e das etapas cirúrgicas é fundamental para residentes que atuam em cirurgia geral e oncologia.
As principais indicações incluem tumores malignos da cabeça do pâncreas, ampola de Vater, duodeno periampular e colédoco distal, além de algumas condições benignas selecionadas.
Na cirurgia de Whipple clássica, o antro gástrico é removido. No entanto, existe uma variação, a pancreatoduodenectomia com preservação pilórica, que mantém o piloro e parte do estômago.
As complicações incluem fístula pancreática, sangramento, atraso no esvaziamento gástrico, infecção e insuficiência pancreática exócrina e endócrina.
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