UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Sobre a cirurgia videolaparoscópica, pode-se afirmar que:
Videolaparoscopia: menor invasividade → ↓ dor, ↓ tempo internação, ↑ recuperação.
A cirurgia videolaparoscópica, por ser minimamente invasiva, causa menor trauma tecidual, o que se traduz em menos dor pós-operatória, menor tempo de internação e uma recuperação clínica mais rápida em comparação com a cirurgia aberta tradicional.
A cirurgia videolaparoscópica revolucionou a prática cirúrgica ao introduzir o conceito de invasividade mínima. Essa técnica utiliza pequenas incisões para inserir instrumentos e uma câmera, permitindo ao cirurgião visualizar e operar dentro da cavidade abdominal sem a necessidade de grandes cortes. O princípio fundamental é a redução do trauma tecidual, o que acarreta uma série de benefícios para o paciente. As vantagens da videolaparoscopia são significativas: menor dor pós-operatória, menor necessidade de analgésicos, tempo de internação hospitalar reduzido, retorno mais rápido às atividades habituais e melhores resultados estéticos. Isso se deve à menor agressão aos tecidos, que também atenua a resposta inflamatória e endócrino-metabólica ao estresse cirúrgico, diferentemente da cirurgia aberta, onde essa resposta é mais intensa. Contudo, a laparoscopia não é isenta de desafios. O pneumoperitônio, criado pela insuflação de gás carbônico, pode induzir alterações fisiológicas importantes, como efeitos cardiovasculares (aumento da pressão arterial e resistência vascular sistêmica) e respiratórios (elevação do diafragma). A presença de aderências abdominais prévias, embora não seja uma contraindicação absoluta, pode dificultar o acesso e aumentar os riscos, exigindo cautela e experiência do cirurgião.
As principais vantagens incluem menor dor pós-operatória, menor tempo de internação, recuperação mais rápida, menor risco de infecção de ferida e melhor resultado estético devido às incisões menores.
Sim, o pneumoperitônio com CO2 pode causar alterações cardiovasculares como aumento da pressão arterial, resistência vascular sistêmica e pressão intratorácica, exigindo monitoramento cuidadoso.
A presença de aderências abdominais não é uma contraindicação absoluta, mas pode tornar a laparoscopia mais desafiadora e aumentar o risco de lesões, exigindo experiência do cirurgião.
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