HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2020
Paciente 34 anos, feminina natural de Téofilo Otoni – MG, apresentou 4 episídios de hemorragia digestiva alta por varizes de esôfago , sendo o último episódio de grande volume necessitando de internação em CTI, hemotransusão e tamponamento das varizes com balão de Sangstaken-Blackmore. Foi indicado tratamento cirúrgico.De acordo com o desenho abaixo, qual foi a técnica utilizada?
Hemorragia por varizes esofágicas refratária → Sugiura-Futagawa = desvascularização esofagogástrica + esplenectomia.
A técnica de Sugiura-Futagawa é um procedimento de desvascularização esofagogástrica e esplenectomia, indicado para casos de hipertensão portal com sangramento varicoso refratário ao tratamento endoscópico ou quando shunts portossistêmicos são contraindicados. Ela visa reduzir o fluxo sanguíneo para as varizes.
A hemorragia digestiva alta por varizes esofágicas é uma complicação grave da hipertensão portal, frequentemente associada à cirrose hepática. O manejo inicial envolve estabilização hemodinâmica, uso de drogas vasoativas e tratamento endoscópico (ligadura elástica ou escleroterapia). No entanto, em casos de sangramento refratário ou recorrente, o tratamento cirúrgico pode ser necessário. A hipertensão portal é caracterizada pelo aumento da pressão no sistema porta, levando à formação de varizes em locais de anastomose portossistêmica, como o esôfago. O diagnóstico é feito por endoscopia digestiva alta. A falha do tratamento endoscópico ou a contraindicação de shunts portossistêmicos direciona para procedimentos de desvascularização. A técnica de Sugiura-Futagawa é um procedimento complexo que busca eliminar as varizes através da remoção de vasos sanguíneos que as nutrem e da esplenectomia, que ajuda a reduzir o fluxo portal. Embora eficaz, possui morbidade e mortalidade significativas, sendo reservada para casos selecionados. Outras opções cirúrgicas incluem shunts portossistêmicos, que desviam o fluxo sanguíneo do sistema porta para a circulação sistêmica.
É indicada para pacientes com sangramento varicoso esofágico refratário ao tratamento endoscópico, ou quando shunts portossistêmicos são contraindicados devido à disfunção hepática grave ou trombose da veia porta.
A técnica envolve a desvascularização extensa do esôfago distal e estômago proximal, esplenectomia e transecção com re-anastomose do esôfago, visando reduzir o fluxo sanguíneo para as varizes e a pressão portal.
As complicações podem incluir fístula esofágica, estenose esofágica, infecção, sangramento e complicações relacionadas à esplenectomia, como trombose da veia porta.
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