FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
A evolução das plataformas de cirurgia robótica permite a abordagem de várias regiões do corpo. Uma opção de utilização das plataformas de cirurgia robótica é a denominada TORS (Transoral Robotic Surgery), no português: Cirurgia Robótica Transoral. É uma contraindicação para a realização de procedimentos através de TORS:
TORS contraindicação = distância interincisivos < 3,5 cm, devido à limitação de acesso e instrumentação.
A Cirurgia Robótica Transoral (TORS) é uma técnica minimamente invasiva para tumores de orofaringe, mas exige um acesso oral adequado. Uma distância interincisivos menor que 3,5 cm é uma contraindicação absoluta, pois impede a inserção e manipulação segura dos instrumentos robóticos.
A Cirurgia Robótica Transoral (TORS) representa um avanço significativo na abordagem de lesões da orofaringe, oferecendo uma alternativa minimamente invasiva à cirurgia aberta tradicional, com menor morbidade e recuperação mais rápida. Esta técnica utiliza plataformas robóticas para acessar e ressecar tumores em áreas de difícil acesso, como a base da língua, amígdalas e supraglote. A fisiopatologia dos tumores tratados por TORS geralmente envolve neoplasias de cabeça e pescoço, frequentemente associadas ao vírus HPV ou a fatores de risco como tabagismo e etilismo. A precisão e a visão 3D proporcionadas pela robótica permitem ressecções oncológicas com margens adequadas, preservando estruturas adjacentes importantes para a fala e deglutição. Contudo, a TORS possui contraindicações específicas que devem ser rigorosamente avaliadas. A mais crítica é a limitação do acesso oral, exemplificada por uma distância interincisivos inferior a 3,5 cm. Este fator anatômico impede a inserção e manipulação segura dos instrumentos robóticos, tornando o procedimento inviável. Outras contraindicações incluem tumores muito avançados que exigem ressecções mais amplas ou que invadem estruturas que não podem ser abordadas transoralmente, bem como condições clínicas do paciente que aumentem o risco cirúrgico.
A TORS é indicada principalmente para o tratamento de tumores malignos e benignos da orofaringe, como câncer de amígdala, base da língua e supraglote, especialmente em estágios iniciais (T1 e T2).
Uma distância interincisivos menor que 3,5 cm impede a inserção e a manipulação adequada dos instrumentos robóticos e do endoscópio, comprometendo a visibilidade e a segurança do procedimento, tornando-o inviável.
Outras contraindicações podem incluir trismo severo, tumores muito grandes com extensão para estruturas vitais que não podem ser ressecadas com margens adequadas por via transoral, ou condições clínicas do paciente que o tornem inoperável.
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