FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025
A cirurgia robótica é um marco do novo século, sendo cada vez mais difundida ao redor do mundo. Inicialmente, a cirurgia assistida por robô foi implementada em cirurgias:
Cirurgia robótica → Pioneirismo em procedimentos pélvicos (Ginecologia e Urologia).
A cirurgia robótica ganhou escala inicial em especialidades que operam em espaços restritos e profundos, como a pelve, onde a precisão e a visão 3D são cruciais.
A cirurgia robótica representa a evolução da laparoscopia convencional. Ao contrário da laparoscopia, onde o cirurgião lida com o efeito de inversão dos instrumentos e visão 2D, a robótica devolve a intuição dos movimentos e a profundidade de campo. A implementação inicial na ginecologia focou em procedimentos como histerectomias complexas e tratamento de câncer ginecológico. Atualmente, a robótica expandiu-se para a cirurgia digestiva, torácica e de cabeça e pescoço. Apesar do custo elevado, os benefícios em termos de menor tempo de internação, menor perda sanguínea e recuperação mais rápida para o paciente têm consolidado a técnica como o futuro da cirurgia minimamente invasiva.
Embora o desenvolvimento inicial tenha tido apoio militar (DARPA) para telemedicina, as primeiras aplicações clínicas bem-sucedidas ocorreram no final da década de 90 e início dos anos 2000. A ginecologia e a urologia (especialmente a prostatectomia radical) foram as especialidades pioneiras devido à necessidade de visualização precisa e destreza em espaços anatômicos confinados da pelve.
A robótica oferece visão tridimensional de alta definição, eliminação de tremores e instrumentos com múltiplos graus de liberdade (EndoWrist). Na ginecologia, isso se traduz em maior facilidade para suturas complexas em miomectomias, dissecção precisa em casos de endometriose profunda e melhor preservação de estruturas nervosas e vasculares.
Por muitos anos, o sistema Da Vinci (Intuitive Surgical) deteve o monopólio do mercado. No entanto, nos últimos anos, novas plataformas como o Hugo (Medtronic) e o Versius (CMR Surgical) entraram no mercado, aumentando a concorrência e expandindo o acesso à tecnologia robótica em diversas especialidades.
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