CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2017
Sobre a complicação demonstrada na figura a seguir, relacionada à cirurgia refrativa, é correto afirmar:
Córneas curvas (K > 48D) → ↑ risco de buttonhole; anéis de sucção menores reduzem esse risco.
Complicações de flap no LASIK dependem da curvatura corneana. Córneas muito curvas predispõem ao 'buttonhole', enquanto córneas planas predispõem ao 'free cap'.
A criação do flap é a etapa mais crítica do LASIK (Laser-assisted in situ keratomileusis). Historicamente realizada com microcerátomos mecânicos, essa etapa é influenciada diretamente pela anatomia da córnea do paciente. Córneas com curvaturas extremas apresentam desafios técnicos significativos. Em córneas íngremes (steep corneas), o uso de anéis de sucção de diâmetros menores ou a transição para o laser de femtosegundo são estratégias para mitigar o risco de buttonhole. O conhecimento da relação entre a dioptria corneana e a mecânica do corte é essencial para o cirurgião refrativo evitar complicações que podem levar a irregularidades estromais e perda de visão corrigida.
Um buttonhole é uma complicação onde o microcerátomo corta através do epitélio e entra no estroma, criando um buraco central no flap. Geralmente ocorre em córneas muito curvas, onde o tecido central 'encrespa' durante a passagem da lâmina.
Córneas muito curvas (ceratometria alta) tendem a sofrer compressão excessiva, aumentando o risco de buttonhole. Córneas muito planas (ceratometria baixa) podem não preencher adequadamente o anel de sucção, resultando em flaps pequenos ou incompletos (free caps).
Se o flap for irregular, incompleto ou apresentar um buttonhole, a conduta padrão é abortar o procedimento de laser, reposicionar o flap cuidadosamente e aguardar de 3 a 6 meses para uma reintervenção, geralmente utilizando um laser de femtosegundo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo