CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2008
Com relação às diferentes modalidades de cirurgias refrativas abaixo, é correto afirmar que:
Ceratite Lamelar Difusa (Sands of Sahara) = Complicação inflamatória exclusiva de interfaces (LASIK).
O LASIK diferencia-se do PRK pela criação de uma lamela (flap); complicações de interface como a DLK são exclusivas desta técnica.
As cirurgias refrativas a laser (LASIK e PRK) são procedimentos seguros, mas com perfis de complicações distintos. O LASIK (Laser-Assisted In Situ Keratomileusis) é preferido por muitos devido à rápida recuperação visual e menor desconforto, mas introduz riscos relacionados ao flap, como deslocamento, estrias e a ceratite lamelar difusa (DLK). A DLK geralmente aparece nos primeiros dias de pós-operatório e requer manejo agressivo com corticoides tópicos para evitar o derretimento estromal. Já o PRK (Photorefractive Keratectomy) evita complicações de flap, sendo ideal para córneas finas ou pacientes com risco de trauma ocular, mas apresenta um pós-operatório mais doloroso devido à área de desepitelização.
É uma reação inflamatória não infecciosa que ocorre na interface entre o flap e o estroma corneano após o LASIK, caracterizada por infiltrados granulares finos ('areias do Saara').
No LASIK, cria-se uma lamela (flap) com microcerátomo ou laser de femtosegundo antes da ablação. No PRK, o epitélio é removido e o laser atua na superfície estromal.
É rotina no PRK para auxiliar na reepitelização e controle da dor. No LASIK, geralmente não é necessária, a menos que haja defeitos epiteliais no flap.
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