UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Sobre a realização de cirurgias em tempos de pandemia por Covid-19, qual recomendação não precisa ser obedecida:
Máscaras N95/PFF2 são essenciais em cirurgias com risco de aerossol, não 'sempre' por 'ar expirado'.
As máscaras N95 ou PFF2 são recomendadas para procedimentos que geram aerossóis ou em pacientes com COVID-19 confirmado/suspeito, não indiscriminadamente para 'qualquer operação' apenas pela liberação de ar expirado, o que torna a afirmação A incorreta.
A pandemia de COVID-19 impôs desafios significativos à prática cirúrgica, exigindo a implementação de protocolos rigorosos para garantir a segurança dos pacientes e das equipes de saúde. As recomendações visam minimizar a transmissão viral, especialmente através da geração de aerossóis durante procedimentos. A escolha do tipo de cirurgia, o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e as técnicas cirúrgicas foram adaptadas. O uso de EPIs é fundamental, mas específico. Máscaras N95 ou PFF2 são cruciais em procedimentos geradores de aerossóis ou em pacientes com COVID-19 confirmado/suspeito, enquanto máscaras cirúrgicas podem ser suficientes em outros contextos. A cirurgia laparoscópica, quando possível, é preferível à cirurgia aberta devido à menor liberação de aerossóis e menor tempo de internação. Técnicas como manter a menor incisão possível e controlar a pressão de insuflação de CO2 na laparoscopia são importantes para conter a dispersão viral. Além disso, a minimização do uso de energia para hemostasia e o descarte correto de todos os EPIs e insumos contaminados ao final do procedimento são práticas essenciais. A compreensão dessas diretrizes é vital para os residentes, pois garante a segurança de todos os envolvidos e a continuidade dos cuidados cirúrgicos de forma responsável durante crises sanitárias.
Máscaras N95 ou PFF2 são indicadas para procedimentos cirúrgicos que geram aerossóis, como intubação, extubação, broncoscopia, ou em pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19, para proteger a equipe da inalação de partículas virais.
Sim, a cirurgia laparoscópica é geralmente preferível quando clinicamente apropriada, pois minimiza a exposição da equipe a aerossóis em comparação com a cirurgia aberta, além de reduzir o tempo de internação.
Todos os EPIs e insumos utilizados devem ser descartados como resíduos infectantes imediatamente após o procedimento, seguindo os protocolos de biossegurança, e a equipe deve realizar a higienização das mãos e, se necessário, substituir os EPIs antes de deixar a sala.
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