CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Um paciente com câncer de cólon avançado é encaminhado para cirurgia paliativa. Durante o procedimento, a equipe identifica uma perfuração intestinal inesperada. Segundo as diretrizes para cirurgias de emergência em casos de oncologia, qual seria a conduta recomendada?
Perfuração inesperada em cirurgia paliativa → Reparo imediato + Seguir plano original.
Em cirurgias paliativas, complicações agudas como perfurações devem ser resolvidas de imediato para evitar sepse e garantir o objetivo de alívio de sintomas.
O cirurgião que atua em oncologia paliativa deve possuir um julgamento clínico refinado para equilibrar a agressividade do procedimento com a fragilidade do paciente. Perfurações intestinais, sejam iatrogênicas ou por invasão tumoral, representam um risco imediato de peritonite química e bacteriana. O reparo imediato é mandatório para prevenir a sepse pós-operatória, que seria fatal em um paciente oncológico avançado. A manutenção do plano paliativo, após o reparo, visa honrar o planejamento terapêutico focado na dignidade e no alívio do sofrimento do paciente.
O objetivo é o controle de sintomas (dor, sangramento, obstrução) e a melhoria da qualidade de vida em pacientes com doença incurável, minimizando o tempo de internação e complicações.
A decisão depende da estabilidade hemodinâmica, do grau de contaminação peritoneal, da nutrição do paciente e da viabilidade das bordas da perfuração (especialmente em tecidos neoplásicos ou irradiados).
Não. Se a perfuração for identificada e tratada adequadamente durante o ato operatório, o cirurgião deve prosseguir com o plano paliativo original para garantir que o paciente receba o benefício pretendido (ex: desvio de trânsito).
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