Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2020
A dissecção linfonodal seletiva baseada na retirada de linfonodo sentinela, para doentes clinicamente sem envolvimento nodal, confere informação prognóstica adicional, mas a ausência de protocolos validados externamente e o curto tempo de seguimento de doentes cujo tratamento cirúrgico foi individualizado pelos achados do método.Não podemos aceitar como correto e fora de contexto o item:
Ooforectomia profilática não é regra em cirurgia oncológica, exceto em casos específicos (ex: risco genético).
A ooforectomia profilática ou concomitante em cirurgias oncológicas não é uma prática universal e não se restringe apenas a pacientes não menopausadas. Sua indicação depende do tipo de câncer, risco genético (ex: mutações BRCA), extensão da doença ou necessidade de ablação hormonal, não sendo uma regra geral para todas as pacientes.
A cirurgia oncológica moderna busca a máxima eficácia com a menor morbidade. A dissecção linfonodal seletiva, guiada pelo linfonodo sentinela, revolucionou o estadiamento de diversos cânceres, oferecendo informações prognósticas cruciais e evitando dissecções desnecessárias em pacientes sem envolvimento nodal, reduzindo complicações. Princípios como margens cirúrgicas livres, ressecção de um número mínimo de linfonodos para estadiamento adequado e a ressecção em monobloco para tumores com suspeita de invasão de órgãos adjacentes são fundamentais. A decisão de realizar procedimentos adicionais, como ooforectomia, deve ser individualizada e baseada em evidências, considerando o tipo de câncer, risco genético e status menopausal da paciente. O tratamento cirúrgico pode ter intenção curativa mesmo em casos selecionados de metástases ressecáveis (hepáticas, pulmonares) ou paliativa, visando melhorar a qualidade de vida e aliviar sintomas. Residentes devem compreender que a ooforectomia não é uma prática padrão em todas as cirurgias oncológicas, sendo reservada para indicações específicas, como risco genético elevado ou doença ovariana confirmada.
O linfonodo sentinela é o primeiro linfonodo a receber drenagem linfática do tumor primário. Sua biópsia permite avaliar o status nodal com menor morbidade do que a dissecção linfonodal completa, guiando o estadiamento e o tratamento adjuvante em cânceres como mama e melanoma.
Em casos selecionados de metástases hepáticas ou pulmonares, especialmente de câncer colorretal, a ressecção cirúrgica completa pode oferecer intenção curativa, desde que as condições do paciente e a reserva funcional do órgão permitam e a doença seja oligometastática.
A ooforectomia pode ser indicada em casos de câncer ginecológico (ovário, endométrio), como parte da cirurgia de estadiamento ou tratamento, ou profilaticamente em pacientes com alto risco genético (ex: mutações BRCA1/2) para câncer de ovário, independentemente do status menopausal.
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