CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2013
Os instrumentos mostrados nas figuras são utilizados específica e respectivamente em:
Serra/Trefina → DCR externa; Agulha de Wright → Suspensão frontal; Colher de evisceração → Evisceração.
O reconhecimento de instrumentais específicos permite identificar a técnica cirúrgica: a dacriorrinostomia externa exige osteotomia, a suspensão frontal usa agulhas de passagem e a evisceração requer curetagem do conteúdo ocular.
A cirurgia oculoplástica e de vias lacrimais exige um conhecimento detalhado da anatomia orbitária e do instrumental específico. A dacriorrinostomia externa visa criar uma nova via de drenagem lacrimal para a cavidade nasal através de uma osteotomia no osso lacrimal e maxilar. Na correção da ptose, a escolha da técnica depende da função do levantador. A suspensão ao frontal é a técnica de exceção para casos de má função. Já na remoção do globo ocular, a evisceração é preferida por oferecer melhor motilidade da prótese e menor trauma orbitário, desde que não haja suspeita de tumor intraocular maligno, como o melanoma de coroide, onde a enucleação é mandatória para garantir margens oncológicas.
A dacriorrinostomia (DCR) externa requer instrumentos para incisão cutânea, afastadores (como o afastador de Müller), e ferramentas para osteotomia (abertura do osso lacrimal), que incluem trefinas manuais, pinças goivas (Kerrison) ou serras elétricas de Stryker, além de sondas lacrimais de Bowman para identificar o saco lacrimal.
A suspensão ao frontal é indicada para correção de ptose palpebral grave quando a função do músculo levantador da pálpebra superior é muito pobre (menor que 4 mm). Utiliza-se um material de suspensão (como fio de silicone ou fáscia lata) que conecta a pálpebra ao músculo frontal, permitindo a abertura ocular pela elevação do supercílio. A agulha de Wright é o instrumento clássico para passar o material de suspensão.
Na evisceração, remove-se apenas o conteúdo interno do olho (íris, corpo ciliar, retina e vítreo), preservando a esclera e as inserções dos músculos extraoculares. Na enucleação, o globo ocular inteiro é removido após a secção dos músculos e do nervo óptico. A evisceração utiliza colheres ou curetas específicas para limpar a cavidade escleral antes do implante da prótese.
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