UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Sobre a cirurgia do Diabetes é correto afirmar que:
Cirurgia metabólica (Bypass/Sleeve) melhora resistência à insulina e síndrome metabólica em DM2.
Tanto o bypass gástrico quanto a gastrectomia em manga são eficazes na melhora da resistência à insulina e da síndrome metabólica em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2. Esses procedimentos não apenas promovem a perda de peso, mas também induzem alterações hormonais e metabólicas que contribuem para a remissão ou melhor controle do diabetes.
A cirurgia metabólica, inicialmente conhecida como cirurgia bariátrica, tem demonstrado grande eficácia no tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), especialmente em pacientes com obesidade. Além da perda de peso, os procedimentos como o bypass gástrico em Y de Roux e a gastrectomia em manga (sleeve) promovem alterações hormonais e metabólicas significativas, como o aumento da secreção de GLP-1 e PYY, que melhoram a sensibilidade à insulina e a função das células beta pancreáticas. As indicações para cirurgia metabólica foram expandidas. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou a cirurgia para pacientes com DM2 e IMC entre 30 e 34,9 kg/m² que não atingem controle glicêmico adequado com tratamento clínico otimizado. Pacientes com DM2 e IMC ≥ 35 kg/m² já eram candidatos. A cirurgia é particularmente benéfica para pacientes com DM2 de longa data, especialmente aqueles que usam insulina, embora a chance de remissão seja maior em pacientes com menor tempo de doença e alguma reserva de função de célula beta (evidenciada por níveis de peptídeo C). É importante ressaltar que pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1) não se beneficiam da cirurgia metabólica para a remissão do diabetes, pois a fisiopatologia do DM1 envolve a destruição autoimune das células beta, resultando em deficiência absoluta de insulina. No entanto, se um paciente com DM1 também for obeso, a cirurgia bariátrica pode ser considerada para o tratamento da obesidade e suas comorbidades, mas não para a cura do DM1.
As indicações incluem pacientes com DM2 e IMC ≥ 35 kg/m², e aqueles com IMC entre 30 e 34,9 kg/m² que não atingem controle glicêmico adequado com tratamento clínico otimizado, conforme aprovação do CFM.
Ambos os procedimentos promovem perda de peso e alterações hormonais (aumento de GLP-1 e PYY) que melhoram a sensibilidade à insulina e a função das células beta pancreáticas, contribuindo para a remissão ou melhor controle do DM2.
Pacientes com DM1 não se beneficiam da cirurgia metabólica para a remissão do diabetes, pois a doença envolve deficiência absoluta de insulina. No entanto, se obesos, a cirurgia bariátrica pode ser considerada para o tratamento da obesidade e suas comorbidades.
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