HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A cirurgia de Hartmann é recomendada como primeira linha para todos os pacientes com diverticulite complicada.
Cirurgia de Hartmann NÃO é 1ª linha para TODA diverticulite complicada; indicada em casos graves (peritonite, instabilidade).
A cirurgia de Hartmann é uma opção para diverticulite complicada, mas não é a primeira linha para todos os casos. Ela é reservada para situações de maior gravidade, como peritonite difusa, perfuração com contaminação fecal ou pacientes instáveis, onde uma anastomose primária seria de alto risco.
A diverticulite é uma condição comum que afeta o cólon, caracterizada pela inflamação ou infecção de divertículos. Quando complicada, pode apresentar-se com abscesso, fístula, obstrução ou perfuração, exigindo manejo cuidadoso. A abordagem terapêutica para diverticulite complicada é altamente individualizada e depende da gravidade do quadro clínico, da estabilidade hemodinâmica do paciente e da extensão da doença, frequentemente guiada pela classificação de Hinchey. A fisiopatologia da diverticulite envolve a obstrução de um divertículo por fecalito, levando à inflamação, isquemia e, potencialmente, perfuração. O diagnóstico é feito clinicamente e confirmado por tomografia computadorizada de abdome e pelve. O tratamento varia desde antibioticoterapia e drenagem percutânea para abscessos pequenos e contidos, até intervenção cirúrgica para casos mais graves. A cirurgia de Hartmann, que consiste na ressecção do segmento colônico afetado, fechamento do coto retal distal e criação de uma colostomia proximal, é uma técnica cirúrgica estabelecida para diverticulite complicada grave. No entanto, ela não é a primeira linha para *todos* os pacientes. Suas indicações primárias são para peritonite fecal ou purulenta difusa, perfuração livre, ou em pacientes com instabilidade hemodinâmica ou comorbidades significativas que aumentam o risco de uma anastomose primária. Em casos menos graves, outras opções como a ressecção com anastomose primária (com ou sem ileostomia de proteção) podem ser consideradas, visando evitar a colostomia permanente e suas complicações associadas.
É indicada em casos de diverticulite complicada com peritonite difusa, perfuração com contaminação fecal, abscesso grande não drenável, obstrução colônica ou em pacientes instáveis com alto risco de falha de anastomose.
Em casos selecionados, pode-se realizar ressecção com anastomose primária, com ou sem ileostomia de proteção, dependendo da condição do paciente, do grau de contaminação e da experiência do cirurgião.
A classificação de Hinchey estratifica a gravidade da diverticulite complicada (estágios I a IV), auxiliando na decisão entre manejo conservador (antibióticos, drenagem percutânea) ou intervenção cirúrgica (incluindo a cirurgia de Hartmann para os estágios mais avançados).
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