HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2020
A cirurgia de Hartmann é possivelmente a mais realizada na urgência, no tratamento do doente com neoplasia obstrutiva de cólon esquerdo. Principal motivo para a adoção desse procedimento, no contexto indicado:
Cirurgia de Hartmann em urgência por neoplasia obstrutiva de cólon esquerdo → Lesão perfurada com peritonite.
A cirurgia de Hartmann é a escolha em urgências por neoplasia obstrutiva de cólon esquerdo, especialmente na presença de peritonite ou instabilidade do paciente, para evitar os altos riscos de deiscência de anastomose em um campo contaminado.
A cirurgia de Hartmann é um procedimento cirúrgico de urgência frequentemente empregado em casos de patologias do cólon esquerdo, como neoplasias obstrutivas ou perfuradas, diverticulite complicada e isquemia intestinal. Sua importância reside na capacidade de controlar a fonte de infecção e desviar o trânsito intestinal em situações de alto risco, evitando uma anastomose primária que teria grande chance de deiscência. Em pacientes com neoplasia obstrutiva de cólon esquerdo que evoluem com perfuração e peritonite, a realização de uma anastomose primária é contraindicada devido ao alto risco de complicações infecciosas e deiscência. Nesses cenários, a cirurgia de Hartmann permite a ressecção do segmento doente, a criação de uma colostomia para descompressão e desvio fecal, e o fechamento do coto retal, estabilizando o paciente. Embora a cirurgia de Hartmann resolva a emergência, ela resulta em uma colostomia permanente ou temporária, que requer uma segunda cirurgia para reversão. A decisão por Hartmann é estratégica para reduzir a morbidade e mortalidade em um cenário agudo, priorizando a segurança do paciente em detrimento da reconstrução imediata do trânsito intestinal.
As principais indicações incluem obstrução ou perfuração do cólon esquerdo com peritonite, instabilidade hemodinâmica do paciente, contaminação grave da cavidade abdominal e condições que aumentam o risco de deiscência anastomótica.
A cirurgia de Hartmann envolve a ressecção do segmento do cólon afetado, a criação de uma colostomia terminal (geralmente no cólon descendente ou sigmoide) e o fechamento do coto retal distal, que é deixado na cavidade abdominal.
A reversão da cirurgia de Hartmann, com a reconstrução do trânsito intestinal, é geralmente realizada em um segundo tempo cirúrgico, após a recuperação do paciente e a resolução da condição aguda, tipicamente 3 a 6 meses após a cirurgia inicial.
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