CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2009
Durante cirurgia de estrabismo, devemos tomar cuidado com lesão da mácula quando estamos operando principalmente em qual dos seguintes músculos:
Cuidado no Oblíquo Inferior: a mácula está a apenas 2mm de sua inserção!
O músculo oblíquo inferior tem sua inserção escleral muito próxima à mácula (cerca de 2,2 mm), tornando-o o músculo de maior risco para lesão macular acidental durante cirurgias de estrabismo.
A anatomia cirúrgica dos músculos extraoculares é fundamental para evitar complicações devastadoras. O músculo oblíquo inferior é único porque se insere diretamente sobre a área macular, ao contrário dos músculos retos que se inserem anteriormente no globo (limbo). Durante procedimentos de enfraquecimento, como a miotomia ou o retrocesso do oblíquo inferior, o cirurgião deve estar ciente de que a esclera sob a inserção muscular é fina e a mácula está logo abaixo. O conhecimento preciso das distâncias anatômicas previne a perfuração ocular e a perda visual permanente por trauma macular direto.
A mácula está localizada aproximadamente 2,2 mm superior e posterior à borda lateral da inserção do músculo oblíquo inferior. Devido a essa proximidade extrema, qualquer manobra inadvertida, como uma sutura profunda ou cauterização excessiva na inserção deste músculo, pode causar dano térmico ou mecânico irreversível à fóvea.
O isolamento do músculo com o gancho de estrabismo e a passagem de agulhas para o recuo (retrocesso) do oblíquo inferior são os momentos mais críticos. É essencial visualizar a inserção claramente e evitar suturas esclerais excessivamente profundas na área temporal inferior.
A cirurgia do oblíquo inferior é comum para tratar a hiperfunção deste músculo, que causa desvios verticais (hipertropia) em adução, frequentemente associada a esotropias congênitas ou paralisias do IV par craniano (oblíquo superior).
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