HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Em relação ao tratamento cirúrgico das epilepsias, afirma-se: I. O tratamento cirúrgico da epilepsia elimina a necessidade de fármacos antiepilépticos. II. Está indicado para 20 a 30% dos pacientes com epilepsia que não respondem à medicação antiepiléptica. III. Cerca de 2/3 dos pacientes submetidos à cirurgia da epilepsia de lobo temporal ficam livres de crises epilépticas. Estão corretas as afirmativas
Cirurgia epilepsia: para 20-30% refratários; lobo temporal tem 2/3 de sucesso, mas nem sempre elimina fármacos.
A cirurgia de epilepsia é uma opção terapêutica importante para pacientes com epilepsia farmacorresistente, especialmente na epilepsia do lobo temporal, onde as taxas de sucesso são elevadas. Contudo, a necessidade de fármacos antiepilépticos pós-cirurgia varia e nem sempre é eliminada.
O tratamento cirúrgico da epilepsia representa uma esperança significativa para pacientes com epilepsia farmacorresistente, uma condição que afeta cerca de 20-30% dos indivíduos com epilepsia. Essa modalidade terapêutica visa remover ou desconectar a área do cérebro responsável pelas crises, proporcionando uma melhora substancial na qualidade de vida e, em muitos casos, a liberdade de crises. A avaliação pré-cirúrgica é complexa e multidisciplinar, envolvendo neurologistas, neurofisiologistas, neuropsicólogos e neurocirurgiões. O processo inclui exames como vídeo-eletroencefalograma (EEG), ressonância magnética de alta resolução, PET scan e SPECT, para identificar e localizar com precisão o foco epiléptico. A epilepsia do lobo temporal mesial é a etiologia mais comum e a que apresenta os melhores resultados cirúrgicos, com taxas de sucesso de até 70% na remissão das crises. É crucial que os residentes compreendam que, embora a cirurgia possa levar à liberdade de crises, ela nem sempre elimina a necessidade de fármacos antiepilépticos. A decisão de reduzir ou suspender a medicação é feita de forma gradual e individualizada, considerando o risco de recorrência. A cirurgia de epilepsia é uma ferramenta poderosa, mas deve ser cuidadosamente indicada e acompanhada para maximizar os benefícios e minimizar os riscos.
A cirurgia é indicada para pacientes com epilepsia farmacorresistente, ou seja, que não respondem a pelo menos dois fármacos antiepilépticos adequadamente utilizados, e que possuem um foco epiléptico bem localizado e ressecável.
A epilepsia do lobo temporal mesial é a forma mais comum de epilepsia focal e a que apresenta as maiores taxas de sucesso com o tratamento cirúrgico, com cerca de 60-70% dos pacientes ficando livres de crises.
A suspensão dos fármacos antiepilépticos após a cirurgia é possível para muitos pacientes, mas não para todos. A decisão é gradual, individualizada e baseada na ausência de crises, no tipo de cirurgia e na avaliação do risco de recorrência.
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