HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2022
No contexto da pandemia da COVID-19 houve várias discussões entre as sociedades internacionais sobre a prorrogação de cirurgias eletivas e, em especial, a prorrogação das mesmas caso infecção recente pelo vírus. Assim, até meados de 2021 o mais indicado seria, no contexto de infecção recente por COVID 19:
Cirurgia eletiva pós-COVID-19 → Adiar por 4-7 semanas, dependendo da gravidade e sequelas da infecção.
A infecção recente por COVID-19 aumenta significativamente o risco de complicações pós-operatórias, especialmente pulmonares. As diretrizes recomendam adiar cirurgias eletivas por um período que varia de 4 a 7 semanas (ou mais, em casos graves ou com sequelas), para permitir a recuperação completa do paciente e reduzir morbimortalidade.
A pandemia de COVID-19 impôs desafios significativos à prática cirúrgica, levando à reavaliação das indicações e do timing das cirurgias eletivas. A infecção pelo SARS-CoV-2 pode ter um impacto sistêmico, aumentando o risco de complicações perioperatórias. As sociedades médicas internacionais, como o American College of Surgeons e a Association of Anaesthetists, emitiram diretrizes para orientar a decisão sobre o adiamento de procedimentos cirúrgicos, visando a segurança do paciente e a otimização dos recursos hospitalares. A fisiopatologia subjacente ao aumento do risco pós-COVID-19 envolve inflamação sistêmica, disfunção endotelial e hipercoagulabilidade, que podem persistir por semanas após a resolução dos sintomas agudos. Essas alterações predispõem a complicações pulmonares (pneumonia, SDRA), cardiovasculares (infarto, arritmias) e tromboembólicas. O tempo de adiamento recomendado varia de acordo com a gravidade da infecção e a presença de sintomas residuais: 4 semanas para casos assintomáticos/leves, 6 semanas para sintomáticos sem hospitalização, 8-10 semanas para hospitalizados em enfermaria e 12 semanas para pacientes em UTI ou com sintomas persistentes. A decisão de adiar uma cirurgia eletiva deve ser individualizada, considerando o risco da cirurgia, a urgência do procedimento (ex: cirurgias oncológicas podem ter um adiamento menor) e o estado clínico do paciente. A avaliação pré-operatória deve incluir a pesquisa de sintomas residuais e a otimização de comorbidades. O objetivo é permitir a recuperação fisiológica do paciente, reduzir a carga viral e inflamatória, e minimizar o risco de morbimortalidade perioperatória.
O adiamento é necessário devido ao aumento do risco de complicações pós-operatórias, especialmente pulmonares e cardiovasculares, nas semanas seguintes à infecção, mesmo em casos assintomáticos ou leves.
As diretrizes sugerem um adiamento de 4 a 7 semanas, podendo ser estendido para 8 a 12 semanas em pacientes com doença grave, sintomas persistentes ou comorbidades significativas.
Os principais riscos incluem complicações respiratórias (pneumonia, síndrome do desconforto respiratório agudo), tromboembolismo, eventos cardíacos e aumento da mortalidade.
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