Cirurgia na Pandemia COVID-19: Recomendações Essenciais

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021

Enunciado

Sobre a realização de cirurgias em tempos de pandemia por Covid-19, qual recomendação não precisa ser obedecida:

Alternativas

  1. A) Antes de iniciar qualquer operação, toda a equipe precisa verificar seus equipamentos de proteção individual (EPI) – e, nesse caso, as máscaras N95 ou PFF2 são sempre recomendadas, pois há liberação do ar expirado.
  2. B) Sempre que o caso permitir, deve-se optar pela cirurgia laparoscópica, já que a operação aberta aumenta consideravelmente a emissão de partículas em aerossol e o tempo de internação.
  3. C) O cirurgião deve realizar a menor incisão possível – apenas o suficiente para a passagem dos instrumentos, mas não para o vazamento de secreções. A pressão de insuflação do CO2 deve ser mantida no padrão mínimo e aliada ao uso de uma ultrafiltração.
  4. D) Como o vírus foi encontrado em várias células do trato gastrointestinal e em todos os fluidos corporais, o uso de qualquer forma de energia para hemostasia deve ser minimizada.
  5. E) Ao final do procedimento, a equipe médica deve descartar todos os EPIs e insumos utilizados, substituindo- os por novos, antes mesmo de deixar a sala

Pérola Clínica

Máscaras N95/PFF2 são essenciais em cirurgias COVID-19, não por liberação de ar expirado, mas por proteção contra aerossóis.

Resumo-Chave

Em cirurgias durante a pandemia de COVID-19, o uso de máscaras N95 ou PFF2 é crucial para a proteção da equipe contra aerossóis gerados pelos procedimentos. A justificativa na alternativa A ('liberação do ar expirado') é imprecisa; a principal razão é a proteção respiratória contra partículas virais.

Contexto Educacional

A pandemia de COVID-19 impôs desafios significativos à prática cirúrgica, exigindo a adoção de protocolos rigorosos para garantir a segurança de pacientes e equipes. As recomendações visam minimizar a exposição ao vírus, que pode ser transmitido por aerossóis e contato com fluidos corporais. A verificação completa dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é mandatória antes de qualquer procedimento. Máscaras N95 ou PFF2 são indispensáveis, não para evitar a liberação de ar expirado pelo profissional (como sugerido incorretamente na alternativa A), mas sim para proteger o profissional da inalação de partículas virais geradas durante a cirurgia. A opção pela cirurgia laparoscópica, sempre que clinicamente viável, é preferível por reduzir a exposição a aerossóis. Outras medidas incluem a realização da menor incisão possível, manutenção da pressão de insuflação de CO2 no mínimo e uso de ultrafiltração para controlar a dispersão de aerossóis. A minimização do uso de energia para hemostasia é recomendada devido à presença do vírus em fluidos gastrointestinais. Ao final, o descarte correto e imediato dos EPIs é crucial para evitar contaminação cruzada.

Perguntas Frequentes

Quais EPIs são essenciais para a equipe cirúrgica em pacientes com COVID-19?

Além dos EPIs padrão, máscaras N95 ou PFF2, protetor facial, avental impermeável e luvas duplas são cruciais para proteger a equipe contra aerossóis e contato com fluidos corporais.

Por que a cirurgia laparoscópica é preferível em pacientes com COVID-19, quando possível?

A cirurgia laparoscópica minimiza a exposição a aerossóis e secreções do paciente em comparação com a cirurgia aberta, reduzindo o risco de contaminação da equipe e do ambiente cirúrgico.

Qual a importância da pressão de insuflação de CO2 e ultrafiltração em laparoscopias durante a pandemia?

Manter a pressão de insuflação de CO2 no mínimo necessário e usar ultrafiltração ajuda a controlar a dispersão de aerossóis e partículas virais, aumentando a segurança da equipe cirúrgica.

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