PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2024
Os princípios da cirurgia de controle de danos incluem
Cirurgia de Controle de Danos (CCD) → indicada em trauma grave com tríade letal, focando em controle rápido de hemorragia e contaminação.
A cirurgia de controle de danos (CCD) é uma estratégia para pacientes com trauma grave e instabilidade fisiológica (tríade letal: hipotermia, acidose, coagulopatia). Seu objetivo é realizar procedimentos essenciais para salvar a vida (controle de hemorragia e contaminação) de forma rápida, adiando a reparação definitiva para um segundo momento, quando o paciente estiver estabilizado. A indicação depende da condição do paciente e dos recursos disponíveis.
A cirurgia de controle de danos (CCD) é uma estratégia cirúrgica adotada em pacientes com trauma grave e instabilidade fisiológica, visando interromper o ciclo da 'tríade letal' (hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia). Não se trata de uma cirurgia definitiva, mas sim de uma abordagem em etapas para estabilizar o paciente e aumentar suas chances de sobrevivência. Os princípios da CCD incluem a realização de procedimentos essenciais e rápidos para controlar a hemorragia e a contaminação, como ligadura de vasos, tamponamento, ressecção de segmentos intestinais com exteriorização ou fechamento temporário, e packing. A laparotomia é frequentemente abreviada, com o abdome sendo fechado temporariamente (peritoneostomia) para permitir a reanimação intensiva na UTI. A indicação da CCD é multifatorial, baseada na avaliação clínica do paciente (grau de choque, coagulopatia, hipotermia), nas lesões encontradas e nos recursos disponíveis. O objetivo é evitar uma cirurgia prolongada em um paciente que não toleraria, postergando as reparações complexas para um momento em que a fisiologia do paciente esteja otimizada.
A tríade letal consiste em hipotermia, acidose metabólica e coagulopatia. Ela representa um ciclo vicioso que agrava o paciente traumatizado, sendo um dos principais fatores que indicam a necessidade de cirurgia de controle de danos para interromper esse ciclo.
A cirurgia de controle de danos geralmente envolve três fases: a fase inicial no centro cirúrgico (controle de hemorragia e contaminação), a fase de reanimação na UTI (correção da tríade letal) e a fase de reparo definitivo (cirurgia reconstrutiva).
É indicada em pacientes com trauma grave e instabilidade fisiológica, como hipotensão persistente, coagulopatia grave, acidose metabólica severa, hipotermia, lesões extensas que demandariam cirurgia prolongada e em situações de recursos limitados.
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