Cirurgia de Controle de Danos e Tríade Letal no Trauma

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 38 anos é admitido em um centro de trauma após queda de plano elevado (aproximadamente 6 metros). Na admissão, apresenta-se pálido, com frequência cardíaca de 132 bpm e pressão arterial de 82 x 46 mmHg. Após a infusão inicial de 1.000 mL de cristaloides aquecidos e 2 unidades de concentrado de hemácias, a pressão arterial atinge 95 x 60 mmHg (resposta transitória). O exame FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é positivo em espaço hepatorrenal e pelve. O paciente é levado imediatamente à laparotomia de urgência. Durante a exploração cirúrgica, identifica-se hemoperitôneo volumoso (cerca de 2.000 mL) e uma laceração estrelada profunda em segmentos VI e VII do fígado, com sangramento venoso profuso. Nota-se também um hematoma retroperitoneal pélvico (Zona 3) volumoso, porém não pulsátil e estável. Durante a tentativa de controle do sangramento hepático, o anestesiologista relata que o paciente apresenta temperatura esofágica de 33,7°C, pH arterial de 7,08, excesso de base de -14 mEq/L e INR de 2,3. Diante desse cenário intraoperatório, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Efetuar o tamponamento hepático com compressas (packing), realizar o fechamento temporário da cavidade abdominal e transferir o paciente para a UTI.
  2. B) Realizar manobra de Pringle, rafia profunda do parênquima hepático com fios absorvíveis e drenagem do leito com dreno de sucção fechada.
  3. C) Proceder à abertura imediata do hematoma retroperitoneal pélvico para ligadura das artérias ilíacas internas e controle da fonte de sangramento.
  4. D) Realizar uma hepatectomia direita regrada para desbridamento de tecidos desvitalizados e controle definitivo dos vasos sangrantes.

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