Trauma Abdominal Grave: Manejo da Instabilidade Hemodinâmica

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2018

Enunciado

Paciente W.D.F., 28 anos, deu entrada no hospital após 1 hora de ter sido atropelado, atraso devido à demora de acionamento do SAMU. Em sua admissão, apresentava-se com via aérea definitiva garantida pela equipe da remoção, hipocorado ++/4+, sudoreico, hipotérmico, taquicárdico com FC = 110 bpm e PA 106/70 mmHg. Após medidas iniciais, foi levado à TC, onde realizou imagem de crânio, que estava sem alterações significativas, e TC abdominal, que identificou hemoperitônio volumoso, lesão hepática grau III e extravasamento de contraste em hilo esplênico na fase arterial. Foi encaminhado imediatamente ao centro cirúrgico para laparotomia. Exames laboratoriais de entrada indicavam Hb = 7,5, pH = 7,1, pO2 = 150, bicarbonato = 10 e INR = 2. De sua admissão ao centro cirúrgico, foi administrada 1 unidade de concentrado de hemácias e 1 unidade de plasma fresco congelado. A laparotomia confirmou os achados da tomografia, além de sinais de isquemia por desvascularização do cólon transverso (lesão de mesocólon), mas sem solução de continuidade de sua parede. Acerca do caso clínico acima, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Paciente deve ser submetido a cirurgia de controle de danos: aspiração conteúdo hemático / lavagem de cavidade, e colocação de compressas em topografias de sítios sangrantes (fígado, baço e mesocólon transverso) até um segundo momento onde apresente maior estabilidade para ser operado.
  2. B) O momento da realização da tomografia de crânio e abdome foi mal indicado, visto que paciente apresentava instabilidade hemodinâmica e deveria ter sido levado diretamente ao centro cirúrgico. Após a estabilização do sangramento, aí sim seria levado para propedêutica tomográfica.
  3. C) Paciente deve ser submetido a cirurgia definitiva, visto que a colocação de compressas não é suficiente para controlar o sangramento de suas lesões evidenciadas, sendo necessário proceder com a esplenectomia, hepatectomia segmentar e colectomia do segmento isquêmico.
  4. D) Neste paciente deveria ter sido feita expansão volêmica com cristaloides inicialmente, deixando hemoderivados para transfundir após o controle do sangramento, a fim de evitar piora do quadro hemorrágico.
  5. E) Nenhuma das alternativas acima está correta.

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