HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
A cirurgia de controle de danos é uma alternativa à laparotomia definitiva em pacientes com quadros hemorrágicos intensos e múltiplas lesões intracavitárias. Para reduzir essas complicações, foram desenvolvidas técnicas de fechamento temporário, sendo que a mais empregada atualmente, com resultados mais promissores, é:
Cirurgia de controle de danos: terapia por pressão negativa é a técnica mais promissora para fechamento temporário de abdome.
A terapia por pressão negativa (VAC) para fechamento temporário do abdome em cirurgia de controle de danos visa reduzir complicações como fístulas e infecções, além de facilitar o fechamento definitivo posterior. É superior a métodos passivos como a bolsa de Bogotá.
A cirurgia de controle de danos é uma estratégia vital no manejo de pacientes com trauma grave e instabilidade fisiológica, focando na interrupção rápida da hemorragia e contaminação. O fechamento temporário do abdome é uma etapa crucial para evitar a síndrome compartimental abdominal e permitir a recuperação fisiológica antes da cirurgia definitiva. A evolução das técnicas de fechamento temporário visa otimizar os resultados. A terapia por pressão negativa (VAC abdominal) representa um avanço significativo, aplicando sucção controlada para remover fluidos, reduzir o edema da parede abdominal e aproximar as bordas da ferida, protegendo as vísceras e promovendo a granulação. Comparada a métodos mais antigos como a bolsa de Bogotá, a terapia por pressão negativa tem demonstrado melhores taxas de fechamento fascial primário, menor incidência de fístulas e infecções, e menor perda de domínio abdominal. É fundamental para residentes compreenderem as indicações e o manejo adequado dessas técnicas para otimizar o prognóstico de pacientes críticos.
A cirurgia de controle de danos é indicada em pacientes com trauma grave, hemorragia maciça, coagulopatia, hipotermia e acidose metabólica, visando controlar a hemorragia e a contaminação rapidamente.
A terapia por pressão negativa promove a remoção de exsudatos, reduz o edema da parede abdominal, melhora a perfusão tecidual e protege as vísceras, facilitando o fechamento definitivo e diminuindo complicações.
As principais complicações incluem fístulas entéricas, infecções intra-abdominais, perda de domínio abdominal e hérnias incisionais complexas, que a terapia por pressão negativa busca minimizar.
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