SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Paciente de 80 anos realizou endoscopia digestiva alta para controle após uma cirurgia de úlcera péptica prévia realizada há 40 anos. O laudo evidenciou gastroduodenoanastomose, sem demais alterações. Nesse caso, o tipo de reconstrução cirúrgica realizado na época foi:
Gastroduodenoanastomose = Billroth I.
A cirurgia de Billroth I, também conhecida como gastroduodenostomia, envolve a ressecção de parte do estômago (antrectomia) e a anastomose do remanescente gástrico diretamente ao duodeno. É uma técnica comum para tratamento de úlcera péptica, especialmente duodenal, visando restaurar a continuidade do trato gastrointestinal.
As cirurgias para úlcera péptica, embora menos comuns hoje devido ao advento dos inibidores de bomba de prótons e erradicação do H. pylori, foram procedimentos frequentes no passado. A compreensão das diferentes técnicas de reconstrução gástrica é fundamental para residentes, especialmente em cirurgia geral e gastroenterologia, para interpretar achados de exames e manejar possíveis complicações tardias. As técnicas de Billroth I e Billroth II são as mais conhecidas. A cirurgia de Billroth I, ou gastroduodenostomia, envolve a ressecção da porção distal do estômago (antrectomia) e a anastomose do remanescente gástrico diretamente ao coto duodenal. Essa técnica busca manter a passagem do alimento pelo duodeno, o que é fisiologicamente mais próximo do normal, permitindo a mistura com bile e suco pancreático antes de atingir o jejuno. Era preferida quando possível, especialmente para úlceras duodenais. Em contraste, a cirurgia de Billroth II (gastrojejunostomia) envolve a anastomose do remanescente gástrico ao jejuno, com o coto duodenal sendo fechado e formando uma alça cega. A alça em Y de Roux é outra variação mais complexa, frequentemente usada em cirurgias bariátricas ou para desviar o fluxo biliar e pancreático em casos de refluxo biliar. O laudo de "gastroduodenoanastomose" é a chave para identificar a Billroth I, pois indica a conexão direta entre estômago e duodeno.
A principal característica da Billroth I é a gastroduodenoanastomose, ou seja, a conexão direta do remanescente gástrico ao duodeno após a ressecção de parte do estômago, geralmente o antro.
A Billroth I era frequentemente realizada para o tratamento cirúrgico de úlceras pépticas, especialmente úlceras duodenais, visando remover a área produtora de ácido e restaurar a continuidade do trato digestivo.
A Billroth I realiza uma gastroduodenoanastomose (estômago-duodeno), enquanto a Billroth II realiza uma gastrojejunoanastomose (estômago-jejuno), com o duodeno sendo fechado e excluído do trânsito alimentar inicial.
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