UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 42 anos queixa-se de queimação retroesternal e epigastralgia importante há 3 meses. Refere boa alimentação, prática de atividades físicas regulares e reposição correta de micronutrientes. AP: gastrectomia vertical há 1 ano. EF: IMC 23 kg/m². Foi orientada a realizar o fracionamento da dieta, porém mantém as queixas. Caso os sintomas persistam, apesar do tratamento clínico, está indicada a:
DRGE grave/refratária pós-Sleeve → Conversão para Bypass Gástrico em Y de Roux.
A gastrectomia vertical (Sleeve) pode induzir ou agravar a DRGE; a cirurgia revisional com Bypass Gástrico é o tratamento de escolha por criar um sistema de baixa pressão.
A gastrectomia vertical é uma técnica restritiva popular, mas sua principal desvantagem é o potencial de causar ou piorar a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Em pacientes com sintomas graves e refratários, a conversão para o Bypass Gástrico em Y de Roux (RYGB) é eficaz porque elimina a zona de alta pressão gástrica e utiliza o efeito de 'ralo' da anastomose gastrojejunal, protegendo a mucosa esofágica.
A gastrectomia vertical aumenta a pressão intragástrica e pode alterar o ângulo de His, além de predispor à formação de hérnia de hiato, facilitando o refluxo ácido.
O Bypass Gástrico em Y de Roux é considerado o padrão-ouro, pois desvia o fluxo alimentar e biliar, reduzindo drasticamente a exposição ácida do esôfago.
Pirose persistente, regurgitação e epigastralgia que não respondem ao fracionamento dietético e inibidores de bomba de prótons sinalizam a necessidade de revisão cirúrgica.
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