PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2020
Paciente de 56 anos, apresenta Diabetes Mellitus tipo 2, há 3 anos. Peso 103Kg, Estatura 1,65m. Hipertenso bem controlado com losartana 50mg duas vezes ao dia e anlodipino 5mg uma vez ao dia. Em uso de metformina 850mg três vezes ao dia, desde o diagnóstico, mas não reduziu o peso de modo efetivo desde então, apesar dos esforços e da ausência de problemas psicológicos. Pai faleceu de IAM aos 45 anos. Glicemia jejum = 136 mg/dL; HbA1c 7,5% (HPLC); TFGestimada = 80mL/ min/1,73m². Assinale a alternativa CORRETA:
DM2 + Obesidade + controle glicêmico inadequado → considerar cirurgia bariátrica ou análogos GLP-1.
Pacientes com DM2 e obesidade (IMC > 35 kg/m² ou > 30 kg/m² com comorbidades) que não atingem metas glicêmicas com tratamento clínico intensivo devem ter a cirurgia bariátrica considerada como opção terapêutica devido aos seus benefícios metabólicos e cardiovasculares.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença crônica progressiva frequentemente associada à obesidade. O manejo dessa condição exige uma abordagem multifacetada que inclui mudanças no estilo de vida, terapia medicamentosa e, em casos selecionados, intervenções cirúrgicas. A falha em atingir as metas glicêmicas e de peso com o tratamento convencional é um indicativo para reavaliar a estratégia terapêutica. A cirurgia bariátrica tem emergido como uma opção terapêutica altamente eficaz para pacientes com DM2 e obesidade. Além da perda de peso substancial, ela promove uma melhora significativa no controle glicêmico, muitas vezes levando à remissão do diabetes, e impacta positivamente outras comorbidades como a hipertensão arterial e a dislipidemia. Os mecanismos envolvem não apenas a restrição calórica e a má absorção, mas também alterações hormonais e metabólicas complexas. Para o paciente do enunciado, com IMC elevado (37.8 kg/m²), DM2 há 3 anos com HbA1c de 7,5% (acima da meta para muitos pacientes) e falha na perda de peso com metformina, a cirurgia bariátrica é uma opção terapêutica válida e recomendada pelas diretrizes atuais. Outras opções como análogos de GLP-1 e inibidores de SGLT-2 também são importantes para DM2 e obesidade, mas a cirurgia bariátrica oferece um impacto mais profundo e duradouro na remissão da doença. A pioglitazona, por sua vez, é contraindicada em pacientes com insuficiência cardíaca.
Os critérios incluem IMC ≥ 35 kg/m² com DM2, ou IMC ≥ 30 kg/m² com DM2 e controle glicêmico inadequado apesar do tratamento clínico otimizado, especialmente se houver outras comorbidades relacionadas à obesidade.
A cirurgia bariátrica promove a perda de peso significativa, melhora a sensibilidade à insulina, altera a secreção de hormônios intestinais (como GLP-1) e modifica a microbiota intestinal, levando à remissão ou melhora substancial do DM2.
Além da cirurgia bariátrica, medicamentos como análogos de GLP-1 (ex: liraglutida, semaglutida) e inibidores de SGLT-2 (ex: empagliflozina, dapagliflozina) são eficazes na perda de peso e no controle glicêmico, com benefícios cardiovasculares e renais.
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