UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
A cirurgia bariátrica e metabólica, também conhecida como cirurgia da obesidade, ou, popularmente, redução de estômago, reúne técnicas com respaldo científico, destinadas ao tratamento da obesidade mórbida e ou obesidade grave e das doenças associadas ao excesso de gordura corporal ou agravadas por ele. Em relação à cirurgia bariátrica e metabólica, assinale a alternativa CORRETA.
Cirurgia metabólica para DM2 → BGYR é prioritária; GV é alternativa em contraindicação.
O Conselho Federal de Medicina (CFM) estabelece diretrizes claras para a cirurgia metabólica em pacientes com Diabetes Mellitus tipo 2, priorizando o bypass gástrico em Y-de-Roux (BGYR) devido à sua eficácia comprovada no controle glicêmico. A gastrectomia vertical (GV) é considerada uma opção secundária, em casos específicos.
A cirurgia bariátrica e metabólica representa uma ferramenta eficaz no tratamento da obesidade grave e suas comorbidades, como o diabetes mellitus tipo 2. As indicações e técnicas são continuamente atualizadas por órgãos reguladores como o Conselho Federal de Medicina (CFM), visando a segurança e a eficácia dos procedimentos. As diretrizes do CFM estabelecem critérios rigorosos para a elegibilidade dos pacientes, incluindo idade (geralmente entre 18 e 65 anos, com exceções), tempo de diagnóstico de diabetes (geralmente até 10 anos para cirurgia metabólica) e falha no tratamento clínico otimizado. Para a cirurgia metabólica especificamente, o bypass gástrico em Y-de-Roux (BGYR) é a técnica de escolha prioritária devido aos seus efeitos metabólicos superiores, enquanto a gastrectomia vertical (GV) é uma alternativa em situações de contraindicação ou desvantagem da BGYR. É fundamental que residentes compreendam não apenas as técnicas cirúrgicas, mas também as normatizações e o manejo multidisciplinar pré e pós-operatório. A avaliação endocrinológica, nutricional e psicológica é indispensável para o sucesso a longo prazo e para a prevenção de complicações.
A cirurgia metabólica é indicada para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 que não alcançam controle glicêmico adequado com tratamento clínico, especialmente aqueles com IMC entre 30 e 35 kg/m² e tempo de diagnóstico inferior a 10 anos.
O bypass gástrico em Y-de-Roux é priorizado devido aos seus mecanismos de ação que promovem não apenas a perda de peso, mas também alterações hormonais e metabólicas que resultam em remissão ou melhora significativa do diabetes tipo 2.
Os procedimentos são classificados em restritivos (como a gastrectomia vertical), disabsortivos (como o bypass biliopancreático) e mistos (como o bypass gástrico em Y-de-Roux), que combinam restrição e disabsorção.
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