Indicações de Cirurgia Bariátrica no Diabetes Tipo 2

Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 46 anos, com IMC 42, dislipidemia e DM2. Já em tratamento com metformina, AAS e atorvastatina. Qual o próximo passo terapêutico indicado?

Alternativas

  1. A) Indicar cirurgia bariátrica.
  2. B) Associar insulina NPH.
  3. C) Iniciar sulfonilureia.
  4. D) Prescrever dieta líquida exclusiva.

Pérola Clínica

IMC ≥ 40 ou ≥ 35 com comorbidades (DM2) + falha no tratamento clínico → Indicação de Cirurgia Bariátrica.

Resumo-Chave

A cirurgia bariátrica é o próximo passo para pacientes com obesidade grau III e comorbidades metabólicas que não atingem controle com tratamento clínico otimizado.

Contexto Educacional

A obesidade é uma doença crônica e progressiva. Em pacientes com IMC acima de 40, as intervenções comportamentais e farmacológicas frequentemente apresentam taxas de sucesso limitadas a longo prazo no controle de comorbidades graves. A cirurgia bariátrica surge como uma ferramenta potente para remissão do DM2 e redução drástica do risco cardiovascular. O tratamento deve ser multidisciplinar, mas o reconhecimento precoce da indicação cirúrgica previne complicações micro e macrovasculares do diabetes. A escolha da técnica (Bypass em Y de Roux ou Gastrectomia Vertical) depende do perfil metabólico e clínico do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais os critérios de IMC para cirurgia bariátrica?

A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² associado a comorbidades de difícil controle, como DM2, hipertensão arterial, apneia do sono ou dislipidemia, após falha do tratamento clínico por pelo menos dois anos.

O que define a falha do tratamento clínico na obesidade?

A falha é caracterizada pela incapacidade de manter a perda de peso ou o controle das comorbidades sob supervisão médica regular, envolvendo mudanças no estilo de vida e farmacoterapia adequada por período mínimo de 2 anos.

Qual o papel da cirurgia metabólica no DM2?

A cirurgia metabólica visa o controle glicêmico em pacientes com DM2 e IMC entre 30 e 34,9 kg/m² que não atingem metas com tratamento clínico otimizado, utilizando mecanismos hormonais além da perda de peso para remissão da doença.

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