Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2020
Homem, 45 anos de idade, com história de ganho de peso há 15 anos após interromper tabagismo. Há 2 anos, na Unidade Básica de Saúde, foi diagnosticado com hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus tipo 2, em uso regular de medicação anti-hipertensiva e metformina. Refere já ter feito inúmeros tratamentos para perda de peso com dieta. Há 2 anos está em seguimento regular com equipe multiprofissional. Atingiu peso máximo de 120kg e atualmente está com 112kg, IMC = 38,5 kg/m². Em relação ao caso, assinale a alternativa correta:
IMC ≥35 kg/m² + comorbidades (DM2, HAS) + falha tratamento clínico → Indicação cirurgia bariátrica.
A cirurgia bariátrica é indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² na presença de comorbidades graves (como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial) que não obtiveram sucesso com tratamento clínico supervisionado por pelo menos 2 anos.
A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, associada a diversas comorbidades graves, como diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial, dislipidemia e apneia do sono. A cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz no tratamento da obesidade mórbida e suas comorbidades, quando o tratamento clínico supervisionado falha em promover uma perda de peso sustentável e clinicamente significativa. A indicação para cirurgia bariátrica é baseada em critérios de IMC e presença de comorbidades. Pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades graves e refratárias ao tratamento clínico, como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial, são considerados candidatos. A fisiopatologia da obesidade envolve complexas interações hormonais e metabólicas que a cirurgia pode modular, levando a melhorias metabólicas significativas. A cirurgia bariátrica não apenas promove a perda de peso, mas também pode levar à remissão ou melhora significativa de comorbidades, especialmente o diabetes tipo 2, devido a alterações gastrointestinais e hormonais. É um tratamento de exceção, mas com comprovada eficácia e segurança quando bem indicada e acompanhada por uma equipe multiprofissional, incluindo endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos.
Os critérios incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² na presença de comorbidades graves e refratárias ao tratamento clínico, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono ou dislipidemia.
Sim, a cirurgia bariátrica pode levar à remissão ou melhora significativa do controle do diabetes tipo 2, muitas vezes antes mesmo da perda de peso substancial, devido a alterações hormonais e metabólicas que impactam a sensibilidade à insulina.
A falha do tratamento clínico supervisionado por pelo menos dois anos é um critério fundamental, pois a cirurgia é considerada uma opção para pacientes que não conseguiram atingir ou manter a perda de peso adequada por métodos conservadores, demonstrando a refratariedade da doença.
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