Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Qual dos seguintes procedimentos cirúrgicos é proscrito para o tratamento da obesidade mórbida?
Bypass jejuno-ileal → proscrito na cirurgia bariátrica devido a graves complicações metabólicas e nutricionais.
O bypass jejuno-ileal foi um dos primeiros procedimentos bariátricos, mas foi abandonado devido a complicações severas como desnutrição grave, insuficiência hepática, nefrolitíase e artrite. As opções modernas são mais seguras e eficazes, com menor risco de sequelas a longo prazo.
A cirurgia bariátrica representa uma ferramenta eficaz no tratamento da obesidade mórbida e suas comorbidades, como diabetes tipo 2 e hipertensão. Ao longo das décadas, a técnica evoluiu significativamente, abandonando procedimentos com alto risco de complicações em favor de abordagens mais seguras e com melhores resultados a longo prazo. É crucial para o residente conhecer a história e a evolução desses procedimentos. O bypass jejuno-ileal, popularizado nas décadas de 1960 e 1970, envolvia a exclusão de grande parte do intestino delgado, resultando em má absorção severa. Embora eficaz na perda de peso, as complicações metabólicas eram devastadoras, incluindo desnutrição grave, insuficiência hepática, nefrolitíase e artrite. Devido a esses riscos, o procedimento foi proscrito e substituído por técnicas mais seguras e fisiológicas. Atualmente, os procedimentos mais realizados são o bypass gástrico em Y de Roux e a gastrectomia vertical (sleeve). O bypass gástrico combina restrição e má absorção, enquanto a gastrectomia vertical é predominantemente restritiva. A derivação biliopancreática, com ou sem switch duodenal, é uma opção para casos selecionados, com maior componente de má absorção. A escolha do procedimento depende de múltiplos fatores, incluindo o IMC do paciente, comorbidades e preferências.
Os procedimentos mais comuns e recomendados incluem o bypass gástrico em Y de Roux, a gastrectomia vertical (sleeve gastrectomy) e a derivação biliopancreática com switch duodenal. Cada um tem indicações e perfis de risco-benefício específicos.
Foi abandonado devido à alta incidência de complicações graves e irreversíveis, como desnutrição proteico-calórica severa, deficiências vitamínicas e minerais, insuficiência hepática progressiva, nefrolitíase, artrite e enteropatia, que superavam os benefícios da perda de peso.
As complicações variam conforme o tipo de cirurgia, mas podem incluir fístulas, estenoses, hérnias internas, deficiências nutricionais (que exigem suplementação contínua e monitoramento), e a longo prazo, reganho de peso em alguns pacientes.
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