UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
A cirurgia bariátrica revolucionou o tratamento da obesidade. A respeito da cirurgia bariátrica é correto afirmar que:
Riscos da cirurgia bariátrica são menores que de procedimentos comuns como cesariana, parto normal ou histerectomia.
Embora seja uma cirurgia de grande porte, os avanços técnicos e a seleção de pacientes tornaram a cirurgia bariátrica um procedimento relativamente seguro, com taxas de mortalidade e complicações comparáveis ou até menores que procedimentos cirúrgicos ginecológicos comuns, especialmente quando comparados aos riscos da obesidade mórbida não tratada.
A cirurgia bariátrica representa uma intervenção eficaz e, em muitos casos, a única solução duradoura para a obesidade mórbida e suas comorbidades. Com o avanço das técnicas cirúrgicas, como a laparoscopia, e a melhoria da seleção e preparo pré-operatório dos pacientes, a segurança do procedimento tem aumentado significativamente. É um erro comum superestimar os riscos da cirurgia bariátrica. Estatisticamente, a mortalidade e as complicações graves da cirurgia bariátrica são comparáveis ou até menores do que as de procedimentos cirúrgicos considerados rotineiros, como cesarianas, partos normais (que podem ter complicações graves) ou histerectomias. Isso se deve à rigorosa avaliação pré-operatória, ao manejo multidisciplinar e à experiência das equipes cirúrgicas. As indicações para cirurgia bariátrica incluem pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC entre 35 e 39,9 kg/m² com comorbidades graves (diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, dislipidemia, doenças articulares, etc.) que não responderam ao tratamento clínico por pelo menos dois anos. Contraindicações absolutas são raras e incluem quadros psiquiátricos graves não controlados, alcoolismo ou drogadição ativos, e doenças graves que impeçam o procedimento cirúrgico. A resolução de comorbidades como diabetes tipo 2 pode atingir taxas elevadas, mas não é de 70% para todas as doenças, e a mortalidade é muito inferior a 3%.
Os riscos incluem complicações intraoperatórias (sangramento, lesão de órgãos) e pós-operatórias (fístulas, infecções, trombose, deficiências nutricionais). No entanto, a mortalidade é baixa e os benefícios superam os riscos para pacientes selecionados.
A taxa de mortalidade da cirurgia bariátrica é geralmente baixa, em torno de 0,1% a 0,3%, dependendo do tipo de procedimento e da experiência do centro, sendo comparável ou menor que a de outras cirurgias eletivas.
É indicada para pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC entre 35 e 39,9 kg/m² com comorbidades graves relacionadas à obesidade, que não obtiveram sucesso com tratamento clínico.
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