UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
A indicação de cirurgia bariátrica e metabólica no Brasil segue os parâmetros ditados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Sendo assim, qual dos pacientes abaixo não tem indicação cirúrgica?
Critérios CFM para bariátrica: IMC ≥ 40 OU IMC ≥ 35 com comorbidades, após falha tratamento clínico > 2 anos.
As indicações para cirurgia bariátrica no Brasil seguem as diretrizes do Conselho Federal de Medicina (CFM), que incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades, ambos após falha de tratamento clínico por pelo menos dois anos. Pacientes com IMC < 35 kg/m² geralmente não têm indicação, exceto em casos muito específicos de DM2 refratário.
A cirurgia bariátrica e metabólica é uma opção terapêutica eficaz para o tratamento da obesidade grave e suas comorbidades, mas sua indicação é rigorosamente regulamentada por órgãos como o Conselho Federal de Medicina (CFM) no Brasil. O objetivo é garantir que o procedimento seja realizado em pacientes que realmente se beneficiarão e que esgotaram outras opções de tratamento. Os critérios gerais incluem pacientes com IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² na presença de comorbidades graves relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, apneia do sono, dislipidemia, entre outras. É mandatório que o paciente tenha um histórico de falha de tratamento clínico conservador (dieta, exercícios, medicamentos) por pelo menos dois anos, com acompanhamento multidisciplinar. Além dos critérios de IMC e falha de tratamento, são avaliados aspectos psicológicos, nutricionais e a ausência de contraindicações absolutas. A cirurgia metabólica para pacientes com DM2 e IMC entre 30 e 35 kg/m² é uma indicação mais recente e específica, reservada para casos de difícil controle. A paciente DRS (alternativa B) tem IMC de 37,5, mas o ganho ponderal é recente (18 meses pós-gestação) e o tratamento da HAS é de apenas 3 meses, não configurando falha de tratamento clínico por 2 anos, o que a exclui da indicação cirúrgica.
Os critérios incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² na presença de comorbidades graves relacionadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, apneia do sono, entre outras.
É fundamental que o paciente tenha um histórico de falha de tratamento clínico para obesidade por pelo menos dois anos, com acompanhamento multidisciplinar documentado, antes de considerar a cirurgia, demonstrando a refratariedade às abordagens conservadoras.
Em casos específicos de diabetes tipo 2 não controlada com tratamento clínico otimizado, a cirurgia metabólica pode ser considerada para pacientes com IMC entre 30 e 35 kg/m², conforme as diretrizes mais recentes do CFM.
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