AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Em um paciente submetido à cirurgia bariátrica, é mandatório:
Cirurgia bariátrica → Risco ↑ TEV → Profilaxia TEP mandatório.
Pacientes submetidos à cirurgia bariátrica possuem um risco significativamente elevado de tromboembolismo venoso (TEV), incluindo trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP), devido à obesidade mórbida e ao procedimento cirúrgico. Portanto, a profilaxia é mandatória e deve ser rigorosa.
A cirurgia bariátrica é um procedimento eficaz para o tratamento da obesidade mórbida e suas comorbidades. No entanto, esses pacientes apresentam um perfil de risco elevado para complicações, sendo o tromboembolismo venoso (TEV), que inclui trombose venosa profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP), uma das mais temidas e potencialmente fatais. A obesidade por si só já é um fator de risco independente para TEV. A fisiopatologia do aumento do risco de TEV em pacientes obesos e submetidos à cirurgia bariátrica envolve a tríade de Virchow: estase venosa (devido à imobilização e compressão de vasos), lesão endotelial (pelo trauma cirúrgico e inflamação) e hipercoagulabilidade (estado pró-trombótico associado à obesidade). O diagnóstico de TEP pode ser desafiador, mas a prevenção é a chave. A profilaxia do tromboembolismo pulmonar é, portanto, uma medida mandatória e crucial no perioperatório da cirurgia bariátrica. Ela geralmente envolve uma combinação de medidas farmacológicas, como heparina de baixo peso molecular, e medidas mecânicas, como meias de compressão graduada e dispositivos de compressão pneumática intermitente, estendendo-se por um período pós-operatório.
A obesidade mórbida é um estado pró-trombótico por si só, e a cirurgia adiciona fatores como imobilização prolongada, lesão endotelial e inflamação, aumentando exponencialmente o risco de TEV.
As estratégias incluem profilaxia farmacológica (heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada) e mecânica (meias de compressão graduada e compressão pneumática intermitente).
Embora a perda de peso pré-operatória seja frequentemente recomendada para otimizar resultados e reduzir riscos, ela não é universalmente "mandatória" como a profilaxia de TEV, que é uma medida de segurança crítica.
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