Cirurgia Bariátrica: Comparativo entre Sleeve e Bypass para DM2

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Tem havido aumento da prevalência da obesidade, que chega a atingir 20% da população brasileira — entre 2006 e 2016 houve um incremento de 60%. A respeito desse assunto e de aspectos a ele relacionados, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Entre as permitidas atualmente pelo Conselho Federal de Medicina, a cirurgia que apresenta melhores resultados no controle glicêmico no pós-operatório é a derivação biliopancreática (switch duodenal).
  2. B) Observa-se diminuição dos níveis circulantes de sais biliares na derivação gástrica em Y de Roux e na gastrectomia vertical.
  3. C) A única cirurgia metabólica elegível, conforme o Conselho Federal de Medicina, para o tratamento diabetes melito tipo 2 com IMC entre 30 kg/m2 e 35 kg/m2, com idade mínima de 30 anos e máxima de 70 anos é a derivação biliopancreática (switch duodenal).
  4. D) A gastrectomia vertical apresenta resultados iniciais semelhantes aos da derivação gástrica em Y de Roux na diminuição do uso de medicamentos antidiabéticos, embora em longo prazo esta última seja mais vantajosa.

Pérola Clínica

Gastrectomia vertical e Bypass gástrico em Y de Roux têm resultados iniciais semelhantes no DM2, mas Bypass é mais vantajoso a longo prazo.

Resumo-Chave

A gastrectomia vertical (Sleeve) e a derivação gástrica em Y de Roux (Bypass) são as cirurgias bariátricas mais realizadas. Ambas promovem perda de peso e melhora do diabetes tipo 2, com o Bypass geralmente oferecendo um controle metabólico mais robusto e duradouro, especialmente para o diabetes, devido a mecanismos hormonais adicionais.

Contexto Educacional

A obesidade é uma doença crônica multifatorial com crescente prevalência global e no Brasil, associada a diversas comorbidades graves, como diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A cirurgia bariátrica e metabólica tem se consolidado como uma opção eficaz para a perda de peso sustentada e a melhora das comorbidades em pacientes selecionados. As técnicas cirúrgicas mais comuns incluem a derivação gástrica em Y de Roux (Bypass Gástrico) e a gastrectomia vertical (Sleeve Gástrico). O Bypass gástrico é considerado o padrão ouro, promovendo perda de peso por restrição e má absorção, além de importantes alterações hormonais que impactam o controle glicêmico. A gastrectomia vertical é predominantemente restritiva, mas também induz alterações hormonais benéficas. Ambas as cirurgias demonstram resultados significativos na remissão ou melhora do DM2. Embora a gastrectomia vertical apresente resultados iniciais comparáveis ao Bypass na redução da necessidade de medicamentos antidiabéticos, estudos de longo prazo frequentemente indicam uma vantagem do Bypass gástrico na manutenção do controle glicêmico e na remissão do diabetes. A escolha da técnica depende de múltiplos fatores, incluindo o perfil do paciente, comorbidades e preferências do cirurgião, sempre seguindo as diretrizes do Conselho Federal de Medicina.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças entre a gastrectomia vertical e a derivação gástrica em Y de Roux?

A gastrectomia vertical (Sleeve) remove parte do estômago, reduzindo seu volume e a produção de grelina. A derivação gástrica em Y de Roux (Bypass) cria uma pequena bolsa gástrica e redireciona o intestino, alterando a absorção e a sinalização hormonal.

Qual cirurgia bariátrica é mais eficaz para o controle do diabetes mellitus tipo 2?

Ambas são eficazes, mas a derivação gástrica em Y de Roux geralmente oferece um controle glicêmico superior e mais duradouro para o diabetes tipo 2, devido a mecanismos metabólicos e hormonais mais complexos envolvidos.

Quais são os critérios do Conselho Federal de Medicina (CFM) para cirurgia metabólica em pacientes com diabetes tipo 2 e IMC entre 30 e 35 kg/m²?

O CFM permite a cirurgia metabólica para DM2 com IMC entre 30 e 35 kg/m² em pacientes com idade entre 30 e 70 anos, que não responderam ao tratamento clínico otimizado por pelo menos dois anos, e que possuam comorbidades graves relacionadas à obesidade. Não é restrita apenas ao switch duodenal.

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