Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Tem havido aumento da prevalência da obesidade, que chega a atingir 20% da população brasileira — entre 2006 e 2016 houve um incremento de 60%. A respeito desse assunto e de aspectos a ele relacionados, assinale a opção correta.
Gastrectomia vertical e Bypass gástrico em Y de Roux têm resultados iniciais semelhantes no DM2, mas Bypass é mais vantajoso a longo prazo.
A gastrectomia vertical (Sleeve) e a derivação gástrica em Y de Roux (Bypass) são as cirurgias bariátricas mais realizadas. Ambas promovem perda de peso e melhora do diabetes tipo 2, com o Bypass geralmente oferecendo um controle metabólico mais robusto e duradouro, especialmente para o diabetes, devido a mecanismos hormonais adicionais.
A obesidade é uma doença crônica multifatorial com crescente prevalência global e no Brasil, associada a diversas comorbidades graves, como diabetes mellitus tipo 2 (DM2), hipertensão arterial e doenças cardiovasculares. A cirurgia bariátrica e metabólica tem se consolidado como uma opção eficaz para a perda de peso sustentada e a melhora das comorbidades em pacientes selecionados. As técnicas cirúrgicas mais comuns incluem a derivação gástrica em Y de Roux (Bypass Gástrico) e a gastrectomia vertical (Sleeve Gástrico). O Bypass gástrico é considerado o padrão ouro, promovendo perda de peso por restrição e má absorção, além de importantes alterações hormonais que impactam o controle glicêmico. A gastrectomia vertical é predominantemente restritiva, mas também induz alterações hormonais benéficas. Ambas as cirurgias demonstram resultados significativos na remissão ou melhora do DM2. Embora a gastrectomia vertical apresente resultados iniciais comparáveis ao Bypass na redução da necessidade de medicamentos antidiabéticos, estudos de longo prazo frequentemente indicam uma vantagem do Bypass gástrico na manutenção do controle glicêmico e na remissão do diabetes. A escolha da técnica depende de múltiplos fatores, incluindo o perfil do paciente, comorbidades e preferências do cirurgião, sempre seguindo as diretrizes do Conselho Federal de Medicina.
A gastrectomia vertical (Sleeve) remove parte do estômago, reduzindo seu volume e a produção de grelina. A derivação gástrica em Y de Roux (Bypass) cria uma pequena bolsa gástrica e redireciona o intestino, alterando a absorção e a sinalização hormonal.
Ambas são eficazes, mas a derivação gástrica em Y de Roux geralmente oferece um controle glicêmico superior e mais duradouro para o diabetes tipo 2, devido a mecanismos metabólicos e hormonais mais complexos envolvidos.
O CFM permite a cirurgia metabólica para DM2 com IMC entre 30 e 35 kg/m² em pacientes com idade entre 30 e 70 anos, que não responderam ao tratamento clínico otimizado por pelo menos dois anos, e que possuam comorbidades graves relacionadas à obesidade. Não é restrita apenas ao switch duodenal.
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