ENARE/ENAMED — Prova 2022
Um paciente com IMC> 35kg/m², hipertenso, diabético e etilista é atendido para avaliação de indicação de cirurgia bariátrica, já com pré-operatório pronto. Assinale a alternativa que apresenta a melhor atitude médica a ser tomada durante a consulta nesse caso.
Etilismo ativo = Contraindicação temporária cirurgia bariátrica → cessar vício + suporte psicológico.
O etilismo ativo é uma contraindicação para a cirurgia bariátrica, pois aumenta os riscos cirúrgicos e pós-operatórios, além de comprometer a adesão ao tratamento. É fundamental que o paciente cesse o consumo de álcool e receba acompanhamento psicológico antes de reavaliar a indicação cirúrgica.
A cirurgia bariátrica é uma ferramenta eficaz no tratamento da obesidade mórbida e suas comorbidades, como hipertensão e diabetes. No entanto, sua indicação não se baseia apenas no IMC e na presença de comorbidades, mas também em uma avaliação multidisciplinar rigorosa que inclui aspectos psicológicos e comportamentais. O preparo pré-operatório é crucial para o sucesso a longo prazo. A presença de transtornos psiquiátricos não controlados, incluindo o transtorno do uso de álcool (etilismo), é uma contraindicação para a cirurgia bariátrica. O álcool pode exacerbar deficiências nutricionais pós-cirúrgicas, aumentar o risco de úlceras e sangramentos, e comprometer a adesão do paciente às mudanças de estilo de vida necessárias. Além disso, a cirurgia pode levar a uma maior absorção de álcool e um risco aumentado de dependência cruzada. Nesse contexto, a atitude médica correta é priorizar a estabilização do paciente em relação ao etilismo. Isso envolve a orientação para a cessação do vício, encaminhamento para acompanhamento psicológico ou psiquiátrico especializado e reavaliação da indicação cirúrgica somente após a resolução ou controle adequado do transtorno. A cirurgia bariátrica exige um paciente engajado e psicologicamente preparado para enfrentar os desafios do pós-operatório.
Os critérios incluem IMC ≥ 40 kg/m² ou IMC ≥ 35 kg/m² com comorbidades associadas à obesidade, falha de tratamento clínico prévio e ausência de contraindicações clínicas ou psiquiátricas.
O etilismo ativo aumenta o risco de complicações cirúrgicas, deficiências nutricionais pós-operatórias, má adesão às orientações e pode levar à recidiva do vício ou transferência para outras dependências.
O acompanhamento psicológico é fundamental para avaliar a saúde mental do paciente, identificar transtornos alimentares ou de uso de substâncias, preparar o paciente para as mudanças pós-cirúrgicas e garantir a adesão ao tratamento a longo prazo.
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