Cirurgia Ambulatorial em Idosos: Avaliação e Anestesia

PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 76 anos, sexo masculino, hipertenso, em uso de losartana, e diabético, em uso de metformina, vem apresentando bom controle clínico das comorbidades. Será submetido, em regime ambulatorial, à ressecção de lesão no membro inferior esquerdo sugestiva de melanoma. Considerando as informações acima, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A idade do paciente deveria contraindicar a realização deste procedimento em regime ambulatorial
  2. B) A anestesia geral não poderá ser realizada pois trata-se de cirurgia em regime ambulatorial
  3. C) A associação de hipertensão e diabetes deveria contraindicar a realização desta cirurgia em regime ambulatorial
  4. D) A raquianestesia poderá ser realizada desde que não haja contraindicações específicas

Pérola Clínica

Idoso com comorbidades controladas pode fazer cirurgia ambulatorial com anestesia regional (ex: raqui), se sem contraindicações.

Resumo-Chave

Pacientes idosos com comorbidades bem controladas, como hipertensão e diabetes, não têm contraindicação absoluta para cirurgias ambulatoriais. A escolha da anestesia, como a raquianestesia para procedimentos em membros inferiores, é frequentemente preferível à anestesia geral em idosos, desde que não existam contraindicações específicas.

Contexto Educacional

A cirurgia ambulatorial em pacientes idosos, mesmo com comorbidades como hipertensão e diabetes, é uma prática cada vez mais comum e segura, desde que haja um controle clínico adequado dessas condições. A idade avançada, por si só, não é uma contraindicação absoluta para procedimentos ambulatoriais. A avaliação pré-operatória rigorosa é fundamental para identificar e otimizar fatores de risco, garantindo a segurança do paciente e a viabilidade do procedimento fora do ambiente hospitalar. O bom controle da hipertensão (com losartana) e do diabetes (com metformina) no paciente descrito indica um risco cirúrgico menor. A ressecção de lesão de pele, como um melanoma, é frequentemente realizada em regime ambulatorial, dependendo da extensão e complexidade. A escolha da técnica anestésica é crucial, e a anestesia regional, como a raquianestesia, é uma excelente opção para procedimentos em membros inferiores. A raquianestesia oferece vantagens em pacientes idosos, como menor impacto hemodinâmico, menor risco de náuseas e vômitos pós-operatórios, e uma recuperação mais rápida e com menor incidência de delirium pós-operatório em comparação com a anestesia geral. No entanto, sua realização depende da ausência de contraindicações específicas, como coagulopatias, infecção no local da punção ou hipovolemia grave. A decisão final sobre o regime cirúrgico e a técnica anestésica deve ser individualizada, considerando o estado geral do paciente, as comorbidades e a natureza do procedimento.

Perguntas Frequentes

Quais fatores são considerados na avaliação de um idoso para cirurgia ambulatorial?

A avaliação inclui o controle das comorbidades (hipertensão, diabetes), estado funcional, risco de quedas, suporte social e a complexidade do procedimento, buscando otimizar as condições pré-operatórias.

Por que a anestesia regional pode ser preferível à anestesia geral em idosos?

A anestesia regional (como raquianestesia) geralmente está associada a menor incidência de delirium pós-operatório, menor impacto hemodinâmico e recuperação mais rápida em idosos, comparada à anestesia geral.

Quais são as contraindicações comuns para a raquianestesia?

Contraindicações incluem coagulopatias, infecção no local da punção, hipovolemia grave, hipertensão intracraniana, recusa do paciente e algumas doenças neurológicas preexistentes.

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