SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2021
A cirrose hepática é a principal causa de ascite e é o evento final de uma série de alterações anatômicas, fisiológicas e bioquímicas. Na análise do líquido ascítico devemos analisar o gradiente de albumina soroascite (GASA). Considerando o GASA aumentado na hipertensão portal, qual das doenças abaixo não possui este padrão e deveria ser excluído no diagnostico diferencial.
GASA > 1,1 g/dL → ascite por hipertensão portal; GASA < 1,1 g/dL → ascite por outras causas (ex: síndrome nefrótica).
O Gradiente de Albumina Soro-Ascite (GASA) é uma ferramenta crucial para diferenciar a ascite. Um GASA elevado (>1,1 g/dL) indica ascite por hipertensão portal, enquanto um GASA baixo (<1,1 g/dL) sugere outras causas, como a síndrome nefrótica, que cursa com hipoalbuminemia sistêmica e extravasamento de líquido.
A ascite, o acúmulo de líquido na cavidade peritoneal, é uma complicação comum de diversas condições médicas, sendo a cirrose hepática a causa mais frequente. Para o residente, a análise do líquido ascítico, em particular o cálculo do Gradiente de Albumina Soro-Ascite (GASA), é uma ferramenta diagnóstica indispensável para determinar a etiologia da ascite e guiar o manejo. O GASA é calculado pela diferença entre a albumina sérica e a albumina do líquido ascítico. Um GASA ≥ 1,1 g/dL indica que a ascite é causada por hipertensão portal, refletindo um desequilíbrio entre a pressão hidrostática e oncótica nos capilares hepáticos e esplâncnicos. Condições como cirrose hepática (incluindo hepatite alcoólica e insuficiência hepática fulminante), cirrose cardíaca (insuficiência cardíaca congestiva), síndrome de Budd-Chiari e trombose de veia porta são exemplos de etiologias com GASA elevado. Por outro lado, um GASA < 1,1 g/dL sugere que a ascite não é decorrente de hipertensão portal. Nesses casos, a ascite é geralmente causada por condições que levam à hipoalbuminemia sistêmica ou à inflamação peritoneal. A síndrome nefrótica é um exemplo clássico de ascite com GASA baixo, pois a perda maciça de proteínas na urina resulta em hipoalbuminemia grave, diminuindo a pressão oncótica plasmática e favorecendo o extravasamento de líquido. Outras causas de GASA baixo incluem carcinomatose peritoneal, tuberculose peritoneal e pancreatite. A correta interpretação do GASA é crucial para um diagnóstico preciso e um plano terapêutico eficaz.
O GASA é calculado subtraindo a concentração de albumina no líquido ascítico da concentração de albumina sérica (Albumina Soro - Albumina Ascite). Um GASA > 1,1 g/dL indica ascite por hipertensão portal, enquanto um GASA < 1,1 g/dL sugere outras causas.
Condições que causam hipertensão portal, como cirrose hepática (incluindo hepatite alcoólica e insuficiência hepática fulminante), cirrose cardíaca (insuficiência cardíaca direita), síndrome de Budd-Chiari e trombose de veia porta, resultam em ascite com GASA elevado.
A síndrome nefrótica é caracterizada por proteinúria maciça, levando à hipoalbuminemia sistêmica. A baixa pressão oncótica plasmática resultante favorece o extravasamento de líquido para o espaço peritoneal, formando ascite com baixo GASA, pois não há hipertensão portal.
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