UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 59 anos refere distensão abdominal há 2 anos. AP: cirrose hepática. EF: abdome globoso, presença de semi-círculos de Skoda e macicez móvel, sinal do piparote positivo. O parâmetro e método de composição corporal para realizar o diagnóstico de desnutrição nesse paciente devem ser:
Na cirrose com ascite, o IMC falha; use DXA (massa magra apendicular) para diagnóstico de desnutrição.
A avaliação nutricional no cirrótico é desafiadora devido à retenção hídrica. Métodos que isolam a massa magra dos membros (como DXA apendicular) são mais precisos.
A desnutrição é uma complicação onipresente na cirrose e está diretamente ligada à maior mortalidade e complicações como encefalopatia e infecções. A fisiopatologia envolve um estado hipermetabólico e redução da síntese proteica hepática. O diagnóstico preciso de sarcopenia é crucial para intervenção nutricional precoce, sendo a DXA apendicular o método de imagem preferencial por sua reprodutibilidade e menor interferência do estado de hidratação.
Pacientes com cirrose Child-Pugh B ou C frequentemente apresentam ascite e edema de membros inferiores. Esse acúmulo de fluidos mascara a perda de massa muscular e gordurosa, resultando em um IMC falsamente normal ou elevado, subestimando a desnutrição.
A Densitometria por Dupla Emissão de Raios X (DXA) permite quantificar a massa magra apendicular (braços e pernas). Como o edema e a ascite concentram-se no tronco e tecidos intersticiais, a medida dos membros é menos afetada pela variação hídrica, sendo um marcador fiel de reserva muscular.
Além da DXA, a força de preensão palmar (dinamometria) e a espessura do músculo adutor do polegar são ferramentas úteis. A bioimpedância (BIA) deve ser evitada ou interpretada com cautela em pacientes com ascite volumosa.
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