Diagnóstico de Desnutrição na Cirrose Hepática

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem de 59 anos refere distensão abdominal há 2 anos. AP: cirrose hepática. EF: abdome globoso, presença de semi-círculos de Skoda e macicez móvel, sinal do piparote positivo. O parâmetro e método de composição corporal para realizar o diagnóstico de desnutrição nesse paciente devem ser:

Alternativas

  1. A) Índice de massa livre de gordura por bioimpedância elétrica.
  2. B) Índice de massa magra apendicular por densitometria por dupla emissão de raios X.
  3. C) Índice de massa corporal por antropometria.
  4. D) Índice de massa magra total por densitometria por dupla emissão de raios X.

Pérola Clínica

Na cirrose com ascite, o IMC falha; use DXA (massa magra apendicular) para diagnóstico de desnutrição.

Resumo-Chave

A avaliação nutricional no cirrótico é desafiadora devido à retenção hídrica. Métodos que isolam a massa magra dos membros (como DXA apendicular) são mais precisos.

Contexto Educacional

A desnutrição é uma complicação onipresente na cirrose e está diretamente ligada à maior mortalidade e complicações como encefalopatia e infecções. A fisiopatologia envolve um estado hipermetabólico e redução da síntese proteica hepática. O diagnóstico preciso de sarcopenia é crucial para intervenção nutricional precoce, sendo a DXA apendicular o método de imagem preferencial por sua reprodutibilidade e menor interferência do estado de hidratação.

Perguntas Frequentes

Por que o IMC não é confiável na cirrose avançada?

Pacientes com cirrose Child-Pugh B ou C frequentemente apresentam ascite e edema de membros inferiores. Esse acúmulo de fluidos mascara a perda de massa muscular e gordurosa, resultando em um IMC falsamente normal ou elevado, subestimando a desnutrição.

Como a DXA apendicular auxilia no diagnóstico de sarcopenia?

A Densitometria por Dupla Emissão de Raios X (DXA) permite quantificar a massa magra apendicular (braços e pernas). Como o edema e a ascite concentram-se no tronco e tecidos intersticiais, a medida dos membros é menos afetada pela variação hídrica, sendo um marcador fiel de reserva muscular.

Quais outros métodos podem ser usados na prática clínica?

Além da DXA, a força de preensão palmar (dinamometria) e a espessura do músculo adutor do polegar são ferramentas úteis. A bioimpedância (BIA) deve ser evitada ou interpretada com cautela em pacientes com ascite volumosa.

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