Cirrose Hepática: Classificação Child-Pugh e Prognóstico

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Em relação à cirrose, marque a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) A classificação de Child-Pugh avalia prognóstico e sobrevida de pacientes com cirrose. Para o seu cálculo, utilizam-se as seguintes variáveis: bilirrubina total, albumina, creatinina, presença de encefalopatia e ascite.
  2. B) Na cirrose ocorrem alterações no metabolismo dos hormônios sexuais e o paciente evolui com aumento dos níveis séricos de estrogênio. O estrogênio tem efeito vasodilatador nos vasos superficiais da pele, justificando o aparecimento das telangiectasias e do eritema palmar.
  3. C) A síndrome hepatorrenal tipo I tem prognóstico ruim e se caracteriza por uma insuficiência renal aguda oligúrica com sódio urinário baixo.
  4. D) Na cirrose ocorre fibrose do fígado. A célula estrelada hepática desempenha importante papel nesse processo de fibrose hepática.

Pérola Clínica

Child-Pugh avalia bilirrubina, albumina, INR/TP, ascite e encefalopatia; NÃO inclui creatinina.

Resumo-Chave

A classificação de Child-Pugh é utilizada para avaliar o prognóstico e a sobrevida de pacientes com cirrose, baseando-se em bilirrubina total, albumina, tempo de protrombina/INR, ascite e encefalopatia hepática. A creatinina não faz parte do escore Child-Pugh, mas é um componente crucial do escore MELD (Model for End-Stage Liver Disease), que também avalia a gravidade da doença hepática.

Contexto Educacional

A cirrose hepática é uma condição crônica e progressiva do fígado, caracterizada por fibrose difusa e formação de nódulos de regeneração, que levam à distorção da arquitetura hepática e comprometimento da função. É o estágio final de diversas doenças hepáticas crônicas, como hepatites virais, doença hepática alcoólica e esteato-hepatite não alcoólica. A cirrose pode levar a complicações graves como ascite, encefalopatia hepática, hemorragia por varizes esofágicas e síndrome hepatorrenal. A classificação de Child-Pugh é uma ferramenta amplamente utilizada para avaliar o prognóstico e a sobrevida de pacientes com cirrose, além de auxiliar na tomada de decisões terapêuticas. Ela se baseia em cinco variáveis clínicas e laboratoriais: bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), presença de ascite e grau de encefalopatia hepática. Cada variável recebe uma pontuação (1, 2 ou 3), e a soma total classifica o paciente em Child-Pugh A (melhor prognóstico), B ou C (pior prognóstico). É importante notar que a creatinina não faz parte do escore Child-Pugh. Outras características da cirrose incluem alterações no metabolismo dos hormônios sexuais, com aumento dos níveis de estrogênio, que justificam o aparecimento de telangiectasias e eritema palmar devido ao efeito vasodilatador. A síndrome hepatorrenal tipo I é uma complicação grave, caracterizada por insuficiência renal aguda oligúrica com sódio urinário baixo, e possui prognóstico ruim. A célula estrelada hepática desempenha um papel central no processo de fibrose, ativando-se e produzindo colágeno em resposta a lesões hepáticas.

Perguntas Frequentes

Quais variáveis são utilizadas na classificação de Child-Pugh para cirrose?

A classificação de Child-Pugh utiliza bilirrubina total, albumina sérica, tempo de protrombina (ou INR), presença de ascite e grau de encefalopatia hepática.

Qual a diferença entre os escores Child-Pugh e MELD?

O Child-Pugh é mais antigo e avalia a função hepática e complicações. O MELD (Model for End-Stage Liver Disease) é mais objetivo, inclui creatinina, bilirrubina e INR, e é usado principalmente para priorização em transplantes hepáticos.

Por que a creatinina não é usada no Child-Pugh, mas é importante na cirrose?

A creatinina não é um componente do Child-Pugh, mas é crucial para avaliar a função renal, que pode ser gravemente comprometida na cirrose, como na síndrome hepatorrenal, sendo incluída no escore MELD.

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