São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2023
A Cirrose, independentemente da etiologia, está de acordo com o item:
Cirrose = principal fator de risco para CHC, especialmente em pacientes com Hepatite C.
A cirrose hepática, independentemente da causa, é o principal precursor do carcinoma hepatocelular (CHC) devido à inflamação crônica e regeneração celular anômala. A infecção crônica por Hepatite C potencializa esse risco, tornando o rastreamento essencial.
A cirrose hepática representa o estágio final de diversas doenças hepáticas crônicas e é, de fato, o principal fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC), a forma mais comum de câncer primário de fígado. A compreensão dessa relação é crucial para a prática clínica e para a preparação em provas de residência, pois a vigilância para CHC é uma parte fundamental do manejo de pacientes cirróticos. A incidência de CHC em pacientes com cirrose varia de 1% a 8% ao ano, dependendo da etiologia e da gravidade da doença hepática. A fisiopatologia subjacente envolve a inflamação crônica, necrose hepatocelular e regeneração compensatória contínua, que, ao longo do tempo, levam ao acúmulo de mutações genéticas e à proliferação descontrolada de hepatócitos. A hepatite C crônica é um dos fatores etiológicos mais potentes para a progressão para cirrose e, consequentemente, para CHC, devido ao seu efeito oncogênico direto e indireto. O diagnóstico precoce do CHC em pacientes cirróticos é vital para um melhor prognóstico, sendo realizado principalmente através de exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, geralmente a cada 6 meses. O manejo da cirrose e a prevenção do CHC envolvem o tratamento da doença hepática subjacente, como a erradicação do vírus da hepatite C, o controle do consumo de álcool e o manejo da esteato-hepatite. Para pacientes com CHC diagnosticado, as opções de tratamento variam desde ressecção cirúrgica e transplante hepático até terapias locorregionais (ablação, quimioembolização) e sistêmicas, dependendo do estágio da doença e da função hepática. É fundamental que residentes e estudantes de medicina compreendam a importância da vigilância ativa e do manejo multidisciplinar desses pacientes.
A cirrose hepática é o principal fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma hepatocelular (CHC), independentemente da etiologia subjacente. A inflamação crônica e a regeneração celular desordenada no fígado cirrótico aumentam a probabilidade de mutações e transformação maligna.
A infecção crônica pelo vírus da hepatite C (HCV) causa inflamação persistente e fibrose progressiva, culminando em cirrose. O HCV, juntamente com a cirrose, potencializa o risco de CHC, sendo uma das principais causas de câncer de fígado em todo o mundo.
Além da hepatite C, outras etiologias de cirrose que aumentam o risco de CHC incluem hepatite B crônica, doença hepática alcoólica, esteato-hepatite não alcoólica (NASH), hemocromatose, cirrose biliar primária e deficiência de alfa-1 antitripsina.
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