HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Qual a alternativa mais correta a respeito da importância da medida da circunferência abdominal na atenção primária?
Circunferência abdominal ↑ → forte indicador de resistência à insulina e hiperinsulinemia.
A circunferência abdominal é um marcador simples e eficaz de obesidade central e acúmulo de gordura visceral. A gordura visceral está diretamente associada à resistência à insulina, que leva à hiperinsulinemia compensatória e aumenta o risco de síndrome metabólica e diabetes tipo 2.
A medida da circunferência abdominal é uma ferramenta antropométrica simples e de baixo custo, amplamente utilizada na atenção primária para avaliar a distribuição de gordura corporal. Ela é um indicador crucial de obesidade central ou abdominal, que se refere ao acúmulo de gordura visceral, e tem grande relevância clínica na estratificação de risco metabólico e cardiovascular. A gordura visceral é metabolicamente mais ativa do que a gordura subcutânea, liberando ácidos graxos livres e adipocinas pró-inflamatórias que contribuem diretamente para a resistência à insulina. Essa resistência leva o pâncreas a produzir mais insulina para manter a glicemia normal, resultando em hiperinsulinemia compensatória, um precursor da síndrome metabólica e do diabetes mellitus tipo 2. Portanto, uma circunferência abdominal elevada é um forte preditor de resistência à insulina e hiperinsulinemia, mesmo em indivíduos com peso corporal total considerado normal. Sua avaliação regular permite a identificação precoce de indivíduos em risco, possibilitando intervenções no estilo de vida e manejo para prevenir complicações como diabetes, dislipidemia, hipertensão e doenças cardiovasculares.
Para homens, valores acima de 94 cm indicam risco aumentado e acima de 102 cm, risco muito aumentado. Para mulheres, acima de 80 cm é risco aumentado e acima de 88 cm, risco muito aumentado.
A gordura visceral é metabolicamente ativa, liberando ácidos graxos livres e citocinas inflamatórias que interferem na sinalização da insulina nos tecidos periféricos, levando à resistência.
A obesidade central e a hiperinsulinemia estão fortemente associadas à síndrome metabólica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, hipertensão arterial e doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA).
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