UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, as estruturas que fazem parte da circulação cardíaca fetal e que, após o nascimento, evoluem normalmente para a oclusão espontânea.
Circulação fetal: Forame oval e ducto arterioso ocluem espontaneamente pós-nascimento.
O forame oval e o ducto arterioso são shunts fisiológicos na circulação fetal que permitem o desvio do sangue dos pulmões não funcionantes. Após o nascimento, com a primeira respiração e o aumento da pressão sistêmica, essas estruturas normalmente se fecham espontaneamente.
A circulação fetal é um sistema altamente especializado, adaptado para a vida intrauterina, onde os pulmões não são funcionais para a troca gasosa. Ela se caracteriza pela presença de shunts que desviam o sangue dos pulmões e do fígado, garantindo que o sangue oxigenado da placenta chegue aos órgãos vitais do feto. As principais estruturas envolvidas são o ducto venoso, o forame oval e o ducto arterioso. O forame oval é uma abertura entre os átrios direito e esquerdo, permitindo que o sangue oxigenado que chega ao átrio direito (via veia umbilical e ducto venoso) seja direcionado para o átrio esquerdo e, consequentemente, para a circulação sistêmica. O ducto arterioso conecta a artéria pulmonar à aorta, desviando o sangue do ventrículo direito dos pulmões para a aorta descendente, irrigando o corpo fetal. Após o nascimento, ocorrem mudanças hemodinâmicas significativas. A primeira respiração expande os pulmões e diminui a resistência vascular pulmonar, enquanto a clampeamento do cordão umbilical aumenta a resistência vascular sistêmica. Essas alterações levam ao aumento da pressão no átrio esquerdo, fechando funcionalmente o forame oval (que se torna a fossa oval), e à vasoconstrição do ducto arterioso (mediada pela elevação da PaO2 e queda das prostaglandinas), que se fecha funcionalmente e, posteriormente, anatomicamente, tornando-se o ligamento arterioso. O não fechamento dessas estruturas pode levar a patologias cardíacas congênitas.
O forame oval permite que o sangue oxigenado da placenta, que chega ao átrio direito, passe diretamente para o átrio esquerdo, desviando-o dos pulmões fetais, que ainda não estão funcionantes.
O fechamento do ducto arterioso é desencadeado pelo aumento da PaO2 sistêmica e pela queda das prostaglandinas (devido à remoção da placenta), que causam vasoconstrição e fechamento funcional, seguido de fechamento anatômico.
A persistência do forame oval (PFO) geralmente é assintomática, mas pode estar associada a eventos tromboembólicos. A persistência do canal arterial (PCA) pode levar a sobrecarga de volume pulmonar e insuficiência cardíaca, exigindo intervenção.
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